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COTIDIANO

Corpos de mortos em ataque a tiros em Santa Rita são liberados pelo IPC

Dois corpos foram liberados e, um terceiro, de um menor de idade, ainda aguarda exames para ser entregue à família.

Publicado em 16/02/2026 às 16:25


				
					Corpos de mortos em ataque a tiros em Santa Rita são liberados pelo IPC
Corpos de mortos em ataque a tiros em Santa Rita são liberados pelo IPC - Foto: Silvia Torres/TV Cabo Branco.

Dois corpos de mortos no ataque a tiros durante uma festa na cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa, na madrugada do domingo (15), foram liberados para os familiares após realização de exames. As infomrações foram confirmadas junto ao Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC).

Foram liberados os corpos de Hebert Araújo do Nascimento e Gabriel dos Santos Nascimento, ambos de 24 anos, ainda no dia do ataque. Os exames de necropsia e outros procedimentos padrão nesse tipo de caso foram realizados pela perícia. Não há informações sobre velório e sepultamento dos homens.

Somente o corpo de Mateus Eduardo dos Santos Freire, de 16 anos, não foi liberado, porque o jovem não tinha RG e a família apresentou somente uma certidão de nascimento, que não foi aceita como documento de liberação pelo IPC. No entanto, a mãe do jovem coletou material para realizar exame de DNA com o corpo. O resultado sai entre 30 e 90 dias e somente depois disso o corpo dele pode ser liberado.

Além dos mortos, o ataque a tiros resultou também em feridos. Três das seis pessoas que foram para o hospital por ferimentos causados em Santa Rita continuam internadas, de acordo com Hospital de Trauma de João Pessoa, que recebeu esses pacientes.

A unidade informou que duas vítimas feridas, de 25 e 21 anos, apresentam quadro clínico estável. Um paciente de 26 anos permanece internado em estado grave. Outras três pessoas feridas já receberam alta médica.

Nesta segunda-feira (16), a Polícia Militar confirmou que ampliou "ações preventivas" na Grande João Pessoa após o ocorrido em Santa Rita. Nessas ações, a PM encontrou um "acampamento" em área de mata, de forma improvisada, com barracas, vestimentos, calçados.

Ao Jornal da Paraíba, o tenente-coronel Bruno, que lidera a operação, informou que "é uma possibilidade" o acampamento ter sido utilizado por suspeitos do ataque a tiros. Cerca de 20 pessoas são suspeitas de ter realizado o ataque a tiros.

A PM informou que um "trabalho preventivo deve continuar com rondas, abordagens e incursões em áreas consideradas de 'risco'" na Grande João Pessoa.

Parte dos suspeitos presos


				
					Corpos de mortos em ataque a tiros em Santa Rita são liberados pelo IPC
Ataque a tiros deixou três mortos e seis feridos na Grande João Pessoa. Silvia Torres/TV Cabo Branco

Cinco suspeitos de participação no ataque foram detidos pela Polícia Militar, ainda na tarde do domingo (15), na cidade de Bayeux. A operação foi coordenada pelo comandante-geral da corporação, coronel Sérgio Fonseca.

Com o grupo, foram apreendidas duas armas de fogo, uma réplica e drogas. De acordo com a PM, os suspeitos estavam queimando o documento de uma das vítimas e também estavam com celulares pertencentes às pessoas atingidas.

Entre os detidos, há três adolescentes. Um dos homens presos é o dono da casa onde os suspeitos estavam escondidos; a polícia informou que ainda não há confirmação da participação direta dele no crime. A Polícia Civil aponta como motivação para o crime uma disputa entre facções rivais.

O ataque a tiros em Santa Rita

O delegado Ivaney Ferreira, que esteve no local do ataque a tiros, afirmou que as pessoas participavam de uma festa quando o grupo chegou armado. Em perícia inicial, foram encontrados cerca de 50 cartuchos de munição de diferentes calibres, entre fuzis e outros armamentos.

“(Foi) uma ação orquestrada por uma organização criminosa. Estava sendo realizada uma festa e por volta das 4h, elementos armados, pelo menos 20 pessoas, com fuzil 556, fuzil 762 e diversos calibres de pistola”, disse o delegado.

Segundo ele, ao chegarem ao local, os suspeitos atiraram contra duas pessoas, o que fez com que outros participantes tentassem fugir, pulando o muro da residência. Há relatos de gritos com referência a uma organização criminosa.

De acordo com o delegado, nenhuma das vítimas tinha mandado de prisão em aberto ou registro de antecedentes criminais na verificação inicial. O organizador da festa está entre os mortos.

"As vítimas não tinham nenhuma com mandado de prisão em aberto. Há relato de que o pai de um deles (vítimas) o pai era envolvido com o tráfico de drogas. (Outro) que está internado já havia sido vítima de tentativa de homicídio", explicou.

O crime ocorreu por volta das 4h30, em uma casa próxima ao Aeroporto Castro Pinto, e segue sendo investigado pela Polícia Civil.

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Jornal da Paraíba

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