icon search
icon search
home icon Home > cotidiano
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
Compartilhe o artigo
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
compartilhar artigo

COTIDIANO

CRM abre sindicância para apurar erros em laudos no Hospital Metropolitano, na Grande João Pessoa

Afirmação foi feita em entrevista à TV Cabo Branco nesta sexta-feira (27), após denúncias de profissionais de saúde do hospital.

Publicado em 27/02/2026 às 13:50


				
					CRM abre sindicância para apurar erros em laudos no Hospital Metropolitano, na Grande João Pessoa
Foto: Diogo Almeida. Foto: Diogo Almeida

O presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), Bruno Leandro, disse à TV Cabo Branco que o órgão abriu uma sindicância para apurar erros em laudos com possíveis erros médicos no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, que fica em Santa Rita, na Grande João Pessoa. A afirmação foi feita em entrevista à TV Cabo Branco nesta sexta-feira (27), após denúncias de profissionais de saúde do hospital.

“Então vai ser aberto, aliás, já foi aberta uma sindicância aqui no conselho através da nossa corregedoria”.

Em nota, a Fundação PB Saúde, responsável pela gestão do Hospital Metropolitano, afirmou que “respeita a atuação do órgão de classe e informa que está integralmente à disposição para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários, contribuindo de forma transparente com a apuração dos fatos”.

Profissionais da saúde que optaram por não se identificar denunciaram à TV Cabo Branco diversas irregularidades no hospital. Sobre os erros nos diagnósticos, as denúncias dizem que ocorrem desde outubro de 2025, quando houve uma troca nos profissionais que faziam os exames de imagem. Anteriormente, os médicos radiologistas da própria unidade eram responsáveis por isso, e após uma mudança, uma empresa passou a ser a responsável.

Um dos médicos ressaltou que os laudos errados são um perigo para a saúde dos pacientes e comentou especificamente sobre uma situação de um laudo com erro no caso de aneurisma.

"A imagem mostra o aneurisma de aorta torácica de grandes dimensões e o laudo ignora esse diagnóstico. É uma emergência médica que pode ter consequências catastróficas para o paciente, pode causar a morte desse paciente em pouco tempo", disse um profissional.

Fiscalização

Bruno Leandro relatou também que o CRM-PB fez uma fiscalização no hospital, na tarde desta quinta-feira (26), para apurar outras irregularidades que foram denunciadas, como falhas na estrutura.

Segundo o presidente do CRM-PB, um dos erros identificados foi a refrigeração inadequada da UTI. “A UTI, ela tem que ser um pouco mais refrigerada, até para uma questão bacteriana. Os termômetros já marcavam 25, 26 graus, bastante quente, insalubre, inclusive, para exercer a prática médica”.

A fiscalização também encontrou falta de alguns equipamentos, como monitorização de pressão intracraniana, bem como um quadro de funcionários insuficiente na UTI. “Havia uma falta de profissionais de UTI em determinados setores e falta de alguns equipamentos, como monitorização de pressão intracraniana, que é fundamental até para cirurgias neurológicas”.

O órgão deu um prazo de sete dias para correção de todas as inconformidades, sob o risco de interdição ética parcial daquele setor comprometido.

Denúncias

A TV Cabo Branco teve acesso a uma carta interna feita por alguns médicos da unidade de saúde alertando sobre os problemas dos erros nos laudos. No documento, eles afirmam que os laudos com erros acontecem de forma "reiterada" e "carecem de descrição técnica pormenorizada dos achados tomográficos, apresentando-se de forma excessivamente sucinta e, por vezes, limitadas a conclusões genéricas".

O Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB) informou também que os médicos do Hospital Metropolitano procuraram a organização para denunciar o caso. O sindicato alega ser uma situação "preocupante".

"É preocupante, visto que essa denúncia parte de dentro do próprio hospital. Os colegas que estão recebendo esses laudos, eles até questionam. Não existe uma confiabilidade e isso aí gera uma possibilidade de condutas erradas dentro do tratamento do paciente", disse Tarcísio Campos, presidente do sindicato.

Conforme um outro médico que preferiu não se identificar, a empresa que passou a fornecer os exames fornece não só os dados para os pacientes internos, mas também para os externos, já que o Hospital Metropolitano recebe pessoas de cidades além da Grande João Pessoa e muitas vezes apenas pegam os exames no local, levando-os para outros lugares.

"No caso de pacientes externos, que muitas vezes vêm de lugares distantes, que não têm aparelhos tecnológicos como esses do hospital, o médico vai ter que aceitar que aquilo ali é verdade. Então, a gente pode esperar muitos resultados negativos para esses pacientes", disse.

O que diz o hospital

O Hospital Metropolitano, que é administrado pela PBSaúde, fundação pública de responsabilidade do Governo da Paraíba, disse que "conta com uma central de laudos formada por quatro empresas credenciadas, responsáveis pela emissão de laudos de Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada em 11 equipamentos distribuídos nas três macrorregiões da Paraíba, além da realização de ultrassonografias".

A fundação disse que este modelo "foi adotado para garantir agilidade na liberação dos resultados, atendimento contínuo à população e suporte especializado às equipes médicas". Sobre as alegações dos erros nos laudos, a PBSaúde disse que " divergências de interpretação podem ocorrer na prática médica, especialmente em exames de alta complexidade. A elaboração do laudo é um ato médico técnico, baseado em critérios científicos e de responsabilidade do profissional que o assina".

O hospital ressaltou também que a "conduta clínica, por sua vez, é definida pela equipe assistencial com base na avaliação completa do paciente que inclui exame físico, histórico e demais informações clínicas, além do laudo de imagem" e que "o laudo é um componente essencial do processo diagnóstico, mas não constitui, por si só, o único determinante da estratégia terapêutica".

Imagem

Jornal da Paraíba

Tags

Comentários

Leia Também

  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
    compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp