icon search
icon search
home icon Home > política > conversa política
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
Compartilhe o artigo
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
compartilhar artigo

CONVERSA POLÍTICA

OPINIÃO: a aposentadoria precoce de Nominando no TCE e a "naturalização da coisas"

Nominando disse à CBN que decidiu "pedir para sair" agora em março de 2026, depois de um pedido do governador João Azevêdo.

Publicado em 04/03/2026 às 16:11 | Atualizado em 04/03/2026 às 16:24


				
					OPINIÃO: a aposentadoria precoce de Nominando no TCE e a "naturalização da coisas"
divulgação/TCE-PB

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), Nominando Diniz, se despediu, na semana passada, do trabalho na Corte. Resolveu se aposentar precocemente. Com 72 anos, poderia ficar na casa até 2028, mas já havia dito que sairia antes para resolver questões familiares.

Há alguns dias, no entanto, uma declaração dele mostra como muitos paraibanos (principalmente da política/Justiça) já naturalizaram essas negociações (a palavra não está fora de contexto) para escolha de um cargo tão importante, com salário e verbas gordas, vitalício e com poder de fiscalização dos agentes públicos, sejam eles amigos ou inimigos políticos.

Nominando disse à CBN que decidiu "pedir para sair" agora em março de 2026, depois de um pedido do governador João Azevêdo (PSB).

“Pedi uma audiência e disse que, se ele precisasse da minha vaga, já que eu tinha esse compromisso com minha família, eu abriria mão. No final do ano, ele me perguntou se eu podia abrir mão porque queria, antes de sair, indicar o secretário Deusdete (Queiroga), um amigo pessoal e que foi deputado na primeira vez que eu me elegi, em 1990”, afirmou na entrevista.

Não deveria ser assim. O governador foi pedir a vaga, já escolheu um amigo para o lugar e a Assembleia Legislativa já aceitou a indicação naturalmente. Simples assim. Acordo em cima de acordo para um cargo público.

Alguém sempre diz: é o modelo de escolha. É assim. De fato, é assim. Mas é sempre bom lembrar que não deveria ser assim, para não naturalizarmos essas coisas, mesmo sabendo que será difícil mudar. Mas não custa nada alertar.

Nesse caso, nem é uma questão de capacidade, como foi discutido com a filha do presidente da ALPB, Adriano Galdino, quando um "arrumadinho" entre o parlamento e o executivo colocou Alana Galdino no TCE.

Em resumo: o governador e aliados, incluindo deputados, decidiram colocar um amigo no TCE, pedindo o cargo precocemente a um conselheiro porque ainda tem o poder da caneta. O conselheiro resolveu antecipar a aposentadoria porque quer dar uma ajudinha na negociação.

Não que os acordos sejam incomuns. Foi filha, já teve tio, amigo, amigo do amigo...

Difícil é acreditar que essas relações não interferem fortemente numa análise, num julgamento de contas, numa aprovação ou reprovação de processos. Difícil acreditar...

Mas é natural dizer: é assim, é o modelo...

Imagem ilustrativa da imagem OPINIÃO: a aposentadoria precoce de Nominando no TCE e a "naturalização da coisas"

Angélica Nunes Laerte Cerqueira

Tags

Comentários

Leia Também

  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
    compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp