MEIO AMBIENTE
Atendimento de esgoto em João Pessoa cai para 72,36% e registra piora desde 2020
Informação é do Instituto Trata Brasil que traz dados sobre saneamento básico das 100 cidades mais populosas do Brasil.
Publicado em 18/03/2026 às 11:02

O atendimento de esgoto em João Pessoa caiu 9,24 pontos percentuais entre 2020 e 2025, segundo um ranking do Instituto Trata Brasil divulgado nesta quarta-feira (18). O indicador de 72,36% corresponde à população da zona urbana e zona rural que é efetivamente servida com os serviços de acesso a esgoto.
O levantamento, feito em parceria com a GO Associados, avalia os 100 municípios mais populosos do Brasil, a partir de dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), do Ministério das Cidades.
Com a piora nos indicadores, João Pessoa caiu 14 posições no ranking geral, ocupando agora o 70.º lugar. Já no quesito de atendimento urbano de água, a capital está na 94.ª posição, com 78,58% de cobertura.
A Cagepa informou que “houve inconsistências no repasse dos dados de João Pessoa e já está em andamento a retificação junto à equipe do SINISA” e que “o dado correto do Índice de Atendimento Total de Água de João Pessoa é de 98%”.
Em nota, a Cagepa informou também que “mais de R$ 640 milhões estão sendo investidos atualmente em obras de ampliação e modernização dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. A lista de intervenções também inclui a recuperação de estações e projetos de automação e setorização das redes operadas no município”.
No que diz respeito ao tratamento de esgoto, João Pessoa aparece entre as únicas sete capitais brasileiras que apresentam ao menos 80% de tratamento, ao lado de Curitiba (PR), Brasília (DF), Boa Vista (RR), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Maceió (AL).
Campina Grande
Campina Grande subiu uma posição e alcançou o 37º lugar no ranking nacional. O município se destaca por ter 100% de atendimento urbano de água, ocupando a 1ª posição neste indicador, empatado com outras cidades.
Além disso, a cidade superou a meta de universalização do Novo Marco Legal do Saneamento, com 96,86% de atendimento total de esgoto.

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