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COTIDIANO

Concorrência Simulada: entenda operação e alvos da investigação por fraudes em concursos

Investigação da PF cumpriu mandados no início da semana em cidades da Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

Publicado em 21/03/2026 às 18:06


				
					Concorrência Simulada: entenda operação e alvos da investigação por fraudes em concursos
Delegados da PF iniciam mobilização nacional. (Divulgação)
A operação da Polícia Federal que investiga fraudes em concursos públicos, deflagrada no início desta semana. O esquma, segundo a investigação, fraudou inclusive provas federais, como o Conscurso Nacional Unificado (CNU).
A Operação Concorrência Simulada investiga a chamada "Máfia dos Concursos" e cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e 2 de prisão preventiva.

Foram cumpridos mandados na Paraíba, em Alagoas e Pernambuco. Duas pessoas foram presas em João Pessoa

Os alvos dos mandados foram:

Dos investigados citados, alguns já foram alvis em outras operações da Polícia Federal contra fraudes em concursos públicos. Os dois presos, por exemplo, se enquadram nessa situação.

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Os dois presos são o professor de português e funcionário da Caixa Econômica Federal Dárcio de Carvalho Lopes, e Flávio Luciano Nascimento Borges, também funcionário da Caixa.

Quem são so alvos da investigação por fraudes em concursos?

Gustavo Xavier do Nascimento, Delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, é suspeito de pressionar a família que chefiava o grupo criminoso para garantir vantagens ilícitas para familiares serem aprovados em concursos.

Eudson Oliveira de Matos é um policial civil envolvido em vários crimes. Segundo a PF, ele prestou concurso para Delegado da Polícia Civil de Alagoas e seria braço direito de Gustavo Xavier.

Ramon Izidoro Soares Alves também é policial civil e atualmente é vereador. A PF apontou que ele integrava a organização criminosa repassando informações sobre operações.

Dárcio de Carvalho Lopes da Silva Souza foi detido em 2017 quando fazia uma prova para o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). Na época, ele disse que a organização criminosa o ofereceu R$ 300 por questão respondida e que aceitou porque estava "passando por dificuldades financeiras".

Flavio Luciano Nascimento Borges também é réu em outros inquéritos referentes a fraudes em concursos públicos, sendo denunciado pelo Ministério Público Estadual como líder de organização criminosa especializada em tal atividade criminosa.

Flávio Pedro da Silva atuou na fraude do concurso da Polícia Federal e, possivelmente segundo a PF, foi beneficiário da fraude do CNU.

Ingrid Luane de Souza Ferreira teria fotografado as provas do CNU para que as respostas fossem enviadas por meio de ponto eletrônico.

Lariça Saraiva Amando Alencar é esposa de um delegado da Polícia Civil e teria sido aprovada em concurso público por uma fraude liderada por Thyago Andrade.

Waldir Luiz de Araújo Gomes, servidor do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), também teve papel relevante no esquema de fraude em concursos, sendo identificado como “Mister M". A Justiça aponta que ele atuava como coordenador de local de prova dos concursos, o que permitia acessar e violar malotes, obtendo provas antes da aplicação e repassando ao grupo criminoso.

Mércio Xavier Costa do Nascimento é irmão de Gustavo Xavier, Delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, e teve o gabarito idêntico ao de outro citado nas investigações.

Alvanir Gomes da Silva teria atuado ativamente na fraude do concurso da Polícia Federal e foi beneficiado com a fraude no CNU, ainda de acordo com a PF.

Wanderlan Limeira de Sousa, Wanderson Gabriel de Brito Limeira, Larissa de Oliveira Neves, Valmir Limeira de Souza e Wanderlan Limeira de Sousa, integrantes da família Limeira que já foram investigados por fraudes no CNU, também são citados na investigação.

Operação Concorrência Simulada

Na operação da PF foram cumpridos ainda 11 mandados de busca e apreensão. A Polícia Federal informou que as prisões foram cumpridas em João Pessoa e os mandados de busca e apreensão resultaram na apreensão de celulares, notebooks e tablets.

Além de Dárcio de Carvalho, foi preso Flávio Luciano Nascimento Borges, também funcionário da Caixa Econômica. Conhecido como “Panda/7777”, ele aparece em conversas com outros investigados, recebendo imagens de provas e participando do repasse de gabaritos, indicando atuação coordenada no esquema.

A decisão destaca que Dárcio e Flávio são apontados como integrantes ativos de um esquema de fraudes em concursos públicos e têm envolvimento reiterado em fraudes, o que levou o juiz a considerar risco de continuidade criminosa e, por isso, decretar suas prisões preventivas.

O delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, também é investigado e foi alvo de mandado de busca e apreensão. Segundo a decisão, o delegado é suspeito de pressionar a família que chefiava o grupo criminoso para garantir vantagens ilícitas para familiares serem aprovados em concursos.

Imagem

Jornal da Paraíba

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