PLENO PODER
Suplente investigado nas fraudes do INSS e pagamento de boleto vão exigir explicações de Efraim
Erik Marinho pagou boleto de R$ 51 mil do senador paraibano. Efraim diz que pagamento era dívida pessoal
Publicado em 24/03/2026 às 10:17

As suspeitas de envolvimento do empresário Erik Marinho com as fraudes do INSS, investigadas pela Polícia Federal e outros órgãos, vão exigir explicações do senador paraibano Efraim Filho (PL) no processo eleitoral deste ano; e podem, com o decorrer das investigações, caso as explicações não sejam dadas, enfraquecer o discurso 'anticorrupção' encapado por ele.
Erik é suplente de Efraim Filho no Senado.
O caso voltou a provocar desgaste para o paraibano com a publicação de uma reportagem do 'Estadão', revelando que o senador teve um boleto de R$ 51 mil pago pelo suplente.
Efraim negou qualquer tipo de irregularidade. Afirmou que o boleto era oriundo de uma dívida pessoal e que o suplente não quis receber os recursos de volta.
A transação foi identificada pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
A Polícia Federal apontou que o suplente Erik Marinho atuava para ocultar e blindar patrimônio ligado a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como 'Careca do INSS'; e a outros integrantes do núcleo empresarial-político investigado por fraudes bilionárias contra aposentados.
Erick foi um dos alvos de mandado de busca e apreensão cumprido no fim do ano passado na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes bilionárias contra aposentados do INSS.
Efraim Filho não é investigado.
Apesar disso, do ponto de vista político, terá que dar explicações para poder manter o 'discurso duro' mirando adversários na campanha eleitoral. Com um suplente investigado em um dos principais escândalos do país, investir na narrativa 'anticorrupção' não parece recomendável.

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