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SILVIO OSIAS

O golpe de 64 e a ditadura militar devem permanecer em nossa memória

Faz 62 anos da deposição do presidente João Goulart.

Publicado em 01/04/2026 às 7:46


				
					O golpe de 64 e a ditadura militar devem permanecer em nossa memória
Foto/Evandro Teixeira.

A imagem que abre a coluna é da antologia do fotojornalismo brasileiro. Flagra a repressão aos protestos contra a ditadura em 1968. Seu autor é Evandro Teixeira.

31 de março ou primeiro de abril. Faz 62 anos que um golpe depôs o presidente João Goulart, dando início a uma ditadura militar que se estendeu até março de 1985.

No dia 15 de março de 1985, o Brasil voltou a ser governado por um civil, depois de um ciclo em que teve na Presidência da República cinco generais.

O golpe de 1964 começou em Minas Gerais. Na madrugada do dia 31 de março, o general Olímpio Mourão Filho mandou seus tanques para o Rio de Janeiro.

Mas a sessão do Congresso Nacional que declarou vaga a Presidência da República ocorreu no dia seguinte, primeiro de abril de 1964.

Até então, João Goulart permanecia presidente da República. Ele estava no Rio de Janeiro, voou para Brasília e depois para Porto Alegre.

Foi no Rio Grande do Sul que, divergindo do ex-governador Leonel Brizola, seu cunhado, decidiu que não haveria resistência. O golpe estava sacramentado.

Quando Jango deixou Brasília e voou para o Rio Grande do Sul, o senador Auro de Moura Andrade, presidente do Congresso Nacional, declarou: "A Nação está acéfala".

Auro de Moura Andrade disse em seguida: "Declaro vaga a Presidência da República", enquanto, ao fundo, aliados de João Goulart gritavam: "Fascistas!, fascistas!".

O poder que o general Olímpio Mourão Filho pensava ter quando deslocou a sua tropa de Juiz de Fora para o Rio de Janeiro logo se esfacelou.

Dentro do Exército, havia um grupo mais forte, mais articulado e menos ingênuo, e foi esse grupo que assumiu o controle da situação e deu início à ditadura militar.

As grandes lideranças civis do golpe também foram colocadas em seu devido lugar. Nem Magalhães Pinto, governador de Minas Gerais, nem Carlos Lacerda, governador do Rio de Janeiro (ainda Estado da Guanabara). Escanteados, os dois queriam, mas tinham chance zero de tornar real o sonho da Presidência da República.

O golpe dentro do golpe. Ou dois golpes. Com muita propriedade, assim era explicada por Leonel Brizola a deposição do presidente João Goulart naquele início de abril de 1964. O segundo golpe foi o que prevaleceu, colocando no poder o até então general legalista Castelo Branco, primeiro presidente do ciclo militar.

Revolução de 31 de Março. Revolução Democrática de 31 de Março. Oficialmente, assim era chamado o golpe militar que depôs João Goulart. Assim era dito nos veículos de comunicação, na propaganda oficial. Assim era ensinado nas escolas. Mas, felizmente, esse tempo passou: jamais foi revolução, foi golpe militar mesmo.

Golpe militar de 31 de março de 1964. 31 de março. Essa foi a data que ficou. Mas, se formos precisos, a data é outra: primeiro de abril de 1964. Reza a lenda, porém, que os militares evitaram a adoção do primeiro de abril porque é o dia da mentira.

Foto/Evandro Teixeira

Silvio Osias

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