CONVERSA POLÍTICA
Em sessão do TJPB, advogado faz homenagem à ditadura militar; VEJA VÍDEO
Referência ao golpe de 31 de março ocorreu após comentário de desembargador sobre a roupa de outro advogado.
Publicado em 01/04/2026 às 12:54 | Atualizado em 01/04/2026 às 14:49

Uma fala de um advogado em defesa do que chamou de “revolução de 31 de março” chamou atenção, durante a sessão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), realizada nesta terça-feira (31).
A manifestação ocorreu após um comentário feito pelo juiz convocado Marcos Salles sobre a vestimenta do advogado Abraão Beltrão, que estava trajava paletó e gravata verde oliva, que remete ao Exército, e posicionado ao lado da bandeira do Brasil.
Ao observar que o profissional, o magistrado sugeriu, em tom de observação, uma possível associação simbólica com a data. "Além de se postar ao lado da bandeira, também traja um paletó e uma gravata verde oliva, talvez fazendo referência ao 31 de março", disse Marcos Salles.
Na sequência, o advogado João Estrela fez referência direta ao período histórico ao declarar: “Quero me acostar ao posicionamento do doutor Abrão Beltrão em favor da revolução de 31 de março. Não estou vestido a caráter, mas me associo a ele”.
João Estrela foi eleito democraticamente em 1994 para o cargo de deputado estadual, em 2010 ficou como suplente de deputado federal e foi prefeito de Sousa por três vezes.
Após a fala, nenhum desembargador da Câmara Criminal do TJPB se manifestou para rebater a declaração em homenagem ao que o advogado classificou como “revolução”.
31 de março
Dia 31 de março de 1964 marca o início da movimentação militar que resultou na deposição do então presidente João Goulart e deu início à ditadura militar no Brasil, regime que se estendeu até 1985.
A ruptura institucional se consolidou em 1º de abril, quando Goulart deixou o país e os militares assumiram o poder. Ainda assim, o 31 de março foi adotado pelos próprios militares como marco simbólico do movimento, evitando associação com o Dia da Mentira e consolidando a data como referência histórica do golpe.
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