PLENO PODER
Lucas Ribeiro é empossado com desafio de não repetir script de 2002, escrito por Roberto Paulino
Posse aconteceu após renúncia do ex-governador João Azevêdo
Publicado em 02/04/2026 às 18:49

A tarde desta quinta-feira (02) ficará nos livros de história da Paraíba. A renúncia de um governador paraibano não acontecia desde 2002, quando o então vice-governador Roberto Paulino assumiu a gestão estadual depois da saída do ex-governador José Maranhão.
Na época Maranhão era uma liderança inconteste no Estado e foi eleito, com folga, para o Senado.
Nesta quinta João Azevêdo (PSB) repete o script, renunciando ao mandato para disputar o Senado; deixando em sua cadeira o seu vice, Lucas Ribeiro (PP) - agora governador do Estado.
Semelhante ao que aconteceu com José Maranhão, Azevêdo deixa o comando da gestão com um capital político interessante para a disputar o Senado. Lidera nesse momento as intenções de voto em pesquisas internas e terá em seu favor as ações de um Governo bem avaliado.
Já Lucas, porém, precisará escrever uma outra história.
Depois de ser vice-prefeito de Campina Grande e vice-governador, ele terá o desafio de não percorrer o mesmo script de Roberto Paulino. O ex-governador foi derrotado nas urnas por Cássio Cunha Lima, em uma eleição apertada.
Para percorrer um outro caminho, Lucas terá uma base majoritária na Assembleia e uma bancada federal mais robusta que seus adversários. Mas força política, somente, não resolve uma campanha.
O desempenho dos candidatos, a experiência nos embates, a desenvoltura e segurança das declarações podem ser 'pedras no sapato' de quem entra em uma disputa majoritária. Foi assim, aliás, com Paulino à época - enfrentando um adversário bem mais eloquente.
Aos 36 anos, Lucas passará pelo principal teste de sua ainda efêmera trajetória política. Filho de uma senadora (Daniella Ribeiro) e sobrinho Aguinaldo, precisará demonstrar ao povo paraibano que ele mesmo estará 'pilotando' as decisões do Estado. E não será um governador tutelado.
Um carimbo que será buscado pelos demais concorrentes. Lucas tem até outubro para provar o contrário. Convencer lideranças políticas e os eleitores paraibanos que a história não irá se repetir.

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