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SILVIO OSIAS

Jane, Jerzy e o final profundo

Os 80 anos da ex-noiva de Paul McCartney remetem a um belo filme esquecido.

Publicado em 07/04/2026 às 7:32


				
					Jane, Jerzy e o final profundo
Foto/Reprodução.

The Deep End. No Brasil, O Ato Final. Alguém lembra desse filme? É de 1970 e foi exibido nos cinemas brasileiros por volta de 1972, 1973.

Em João Pessoa, passou no Cine Bela Vista, lá em Cruz das Armas. Dois dias de semana, única sessão noturna. Vi as duas com a sensação que nunca mais veria de novo.

O Ato Final foi muito bem recebido pela crítica de cinema que atuava em João Pessoa. Entrou até em alguma lista dos melhores filmes do ano em que foi lançado.

O diretor é Jerzy Skolimowski, um polonês que deixou seu país porque não se sentia livre para fazer cinema sob o regime comunista. Está vivo. Tem 87 anos.

Jerzy Skolimowski também é artista plástico. Atuou como tal durante um longo período em que viveu nos Estados Unidos. Voltou à Polônia já nos anos 2000.

Quem me trouxe a lembrança de O Ato Final foi uma notícia, lida neste domingo, cinco de abril de 2026, dos 80 anos da atriz britânica Jane Asher.

Jane Asher é a atriz principal de O Ato Final, esta que aparece em cena na foto que ilustra a coluna. Ela faz a personagem central da trama que tem desfecho trágico.

Jane Asher é filha de um psiquiatra famoso e de uma musicista, começou a atuar cedo, na passagem da infância para a adolescência, e fez carreira como atriz no Reino Unido.

Mas não é como atriz que as pessoas lembram de Jane Asher. O nome dela ficou para sempre associado aos Beatles e a Paul McCartney, de quem foi noiva.


				
					Jane, Jerzy e o final profundo
Foto/Reprodução.

Paul e Jane se relacionaram entre 1963 e 1968. Ele chegou a morar na casa da família dela. Peter, o irmão de Jane, é músico e também foi produtor de discos.

Os livros que se debruçam sobre a história dos Beatles e a vida de Paul McCartney dão conta de que a ligação dele com os Asher foi importante em sua formação.

Paul, desde cedo, revelou um extraordinário talento intuitivo, mas foi com Jane e sua família que ele teve acesso ao que havia de melhor na cena cultural londrina.

Para Jane Asher, Paul McCartney compôs alguns clássicos do repertório dos Beatles: All My Loving (1963), And I Love Her (1964) e For No One (1966).

Não apenas essas. Também You Won't See Me (1965), I'm Looking Through You (1965) e We Can Work Out (1965). Elas iam comentando a relação do casal.

Consta que Paul compôs Martha My Dear, de 1968, para sua sheepdog de nome Martha. Mas há quem diga que não. A Martha da letra da canção que está no Álbum Branco dos Beatles não seria a cadela de Paul McCartney. Mas, na verdade, a musa Jane Asher.

Foto/Reprodução

Silvio Osias

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