PLENO PODER
Veja quem são os alvos da operação que afastou o prefeito de Cabedelo do cargo
Operação Cítrico foi deflagrada nas primeiras horas da manhã desta terça-feira
Publicado em 14/04/2026 às 8:18 | Atualizado em 14/04/2026 às 13:51

A manhã desta terça-feira (14) começou bastante movimentada em Cabedelo, com a deflagração da Operação Cítrico. Com a ação conjunta da Polícia Federal, Gaeco e CGU, a Justiça acabou afastando o prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), do cargo. No entanto, o mandatário não era o único alvo da operação.
A operação apura uma suposta atuação de organização criminosa em fraudes em licitações, desvio de recursos, lavagem de dinheiro e até um possível financiamento a uma facção criminosa.
Entre os alvos da operação está o ex-prefeito Vitor Hugo, aliado de Edvaldo Neto, que ocupava a secretaria de Turismo de João Pessoa até o começo deste mês.
Um outro secretário municipal da capital, Rougger Guerra, que comanda a Gestão Governamental, também está na lista de alvos da Operação Cítrico.
Pessoas ligadas a Edvaldo Neto e que passaram pela gestão municipal também estão entre os investigados. É o caso Cynthia Denize Silva Cordeiro, sogra de Edvaldo, e que foi secretária de Políticas Públicas para Mulheres; e de Diego Carvalho Martins, que chegou a comandar o Procon na cidade, que é cunhado do prefeito afastado.
Tanison da Silva Santos, que era assessor técnico da secretaria de Cultura, já tinha sido alvo de uma investigação contra o tráfico de drogas. Ele foi exonerado por Edvaldo assim que a operação foi deflagrada, e agora volta a ser investigado pela Polícia Federal.
A atual secretária de Administração de Cabedelo, Josenilda Batista dos Santos, também compõe a lista. Ao todo, 21 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados a 13 alvos.
Veja a relação de investigados na Operação Cítrico
- Edvaldo Manoel de Lima Neto
- Josenilda Batista dos Santos
- Vitor Hugo Peixoto Castelliano
- Luciano Junior da Silva
- Aldecir Monteiro da Silva
- Rougger Xavier Guerra Junior
- Diego Carvalho Martins
- Rita Bernadeth Moura Medeiros
- Claudio Fernandes de Lima Monteiro
- Cynthia Denize Silva Cordeiro
- Tanison da Silva Santos
- Genilton Martins de Brito
As defesas dos investigados ainda não foram procuradas pelo Blog.
Defesa de Edvaldo Neto se manifesta por nota oficial
A defesa do Prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, vem a público esclarecer que recebe com serenidade a decisão que determinou seu afastamento cautelar, medida de natureza provisória que não implica qualquer juízo definitivo de culpa.
Reafirma-se a absoluta tranquilidade quanto à apuração dos fatos, certo de que, no curso regular do processo e sob o crivo do contraditório e da ampla defesa, todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas.
O Prefeito jamais manteve qualquer vínculo ou relação com facção criminosa, sendo tal imputação absolutamente inverídica e incompatível com sua trajetória pública.
Cumpre destacar, inclusive, que na data de ontem (13), foi encaminhado ao Poder Legislativo Municipal projeto de lei de caráter “antifacção”, que visa proibir a contratação, pela Administração Pública, de pessoas que respondam a processos ou inquéritos relacionados ao tráfico de drogas e à organização criminosa, iniciativa que reforça, de modo inequívoco, o seu compromisso com a legalidade, a probidade administrativa e o enfrentamento firme à criminalidade.
A defesa confia plenamente nas instituições e no restabelecimento da verdade, convicta de que a inocência do gestor será reconhecida ao final.
Prefeito foi afastado dois dias depois de ser eleito
Edvaldo Neto ocupa a prefeitura de Cabedelo, de forma interina, desde que André Coutinho foi cassado, justamente por suposto envolvimento com facções criminosas durante a sua campanha. No último domingo, ele foi eleito de forma definitiva em eleição suplementar.
Com o afastamento, antes da diplomação e posse definitiva, o presidente da Câmara Municipal, José Pereira (Avante), assume a prefeitura de forma interina.
Texto: Gabriel Abdon
*Matéria atualizada às 13h45 do dia 14.04.2026 com ajustes na lista dos alvos de busca e apreensão

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