PLENO PODER
Operação Cítrico: Edvaldo Neto diz respeitar a ação e afirma não ter cometido nenhum ato ilegal
Prefeito afastado se pronunciou pela primeira vez desde que a operação foi deflagrada.
Publicado em 16/04/2026 às 9:55

O prefeito afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), se pronunciou publicamente pela primeira vez desde que a Operação Cítrico foi deflagrada. A ação foi responsável por afastá-lo da prefeitura, cargo que ele ocupava interinamente desde novembro do ano passado.
Em um vídeo, publicado em uma rede social, Edvaldo Neto diz que respeita os órgãos de segurança responsáveis pela Cítrico, mas alega não ter cometido nada ilícito.
Durante a fala do prefeito afastado, ele apresenta documentos que foram enviados às forças de segurança assim que assumiu a Prefeitura, além de mostrar o projeto de lei antifacção enviado à Câmara Municipal. Edvaldo garantiu que todos os acontecimentos investigados pela Cítrico aconteceram antes de ele assumir a gestão, se respaldando de qualquer ligação aos fatos investigados.
"Incialmente gostaria de registrar todo o meu respeito aos órgãos de segurança envolvidos na Operação Cítrico. [...] Vale frisar à população que todos os atos que estão sendo investigados foram realizados antes de eu estar na condição de prefeito interino da nossa cidade. [...] Venho com minha consciência tranquila dizer que não cometi nenhum ato ilegal à frente da Prefeitura ou da Câmara Municipal de nossa cidade", disse Edvaldo Neto.
Operação Cítrico
A operação da Polícia Federal foi deflagrada na manhã desta terça-feira (14) e investiga um esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e a ligação de agentes políticos com uma facção criminosa. Durante a operação, o prefeito interino Edvaldo Neto foi afastado do cargo. O afastamento ocorreu dois dias depois das eleições suplementares de Cabedelo, quando o prefeito foi eleito.
Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. Um dos endereços foi um apartamento do prefeito eleito Edvaldo Neto, localizado em Intermares. A Polícia Federal ainda não detalhou onde está o material apreendido.
Conforme as investigações, um consórcio entre políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes da facção “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”, pode ter movimentado até R$ 270 milhões em contratos fraudulentos.
Além do afastamento do prefeito, outros servidores públicos foram afastados por determinação judicial, para preservar a investigação e impedir a continuidade das condutas.
Efeitos administrativos da Cítrico
A deflagração da Operação Cítrico resultou em mudanças administrativas tanto na Prefeitura quanto na Câmara de Cabedelo. Com o afastamento de Edvaldo Neto, José Pereira (Avante), presidente interino da Câmara, assumiu, também de forma interina, o cargo de prefeito.
José Pereira foi o terceiro prefeito empossado em Cabedelo em um curto período de cinco meses.
Já na Câmara, com a vacância na presidência, deixada pela saída de José Pereira, Wagner do Solanense (PV), 2º vice-presidente da Casa assumiu o posto de presidente, mais uma vez, de forma interina. A configuração na administração municipal será essa até que o imbróglio seja resolvido.
Texto: Gabriel Abdon

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