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COTIDIANO

Consulado da França faz contato com o IML de João Pessoa para encontrar família de francesa morta

Informação foi confirmada pelo diretor do IML de João Pessoa, Flávio Fabres, que disse aguardar término de exames no corpo de Chantal Etiennette.

Publicado em 16/04/2026 às 10:11


				
					Consulado da França faz contato com o IML de João Pessoa para encontrar família de francesa morta
Consulado da França faz contato com o IML de João Pessoa para encontrar família de francesa morta - Foto:.

O Consulado da França no Brasil acionou o Instituto Médico Legal (IML) de João Pessoas para conseguir encontrar familiares de Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, médica francesa morta no mês passado pelo namorado Altamiro Rocha, que foi encontrado também morto um dia depois, na capital paraibana.

A informação do contato do consulado foi confirmada ao Jornal da Paraíba pelo diretor do IML de João Pessoa, Flávio Fabres, que informou aguardar término de realização de exames complementares no corpo da francesa para enviar um laudo para o órgão do governo francês no Brasil.

"Estamos aguardando finalização de exames complementares para finalização do laudo. Quanto terminar aí, podemos concluir o exame cadavérico e o corpo estará disponível para trâmites funerários", explicou.

O diretor disse ainda que o corpo de Altamiro Rocha ainda segue no instituto e que nenhum familiar entrou em contato para recolher o material e realizar processos funerários.

A médica Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, de nacionalidade francesa, foi encontrada carbonizada no dia 11 de março. De acordo com a polícia, ela foi morta pelo gaúcho Altamiro Rocha dos Santos, com quem tinha um relacionamento.

O homem foi encontrado morto no dia 12 de março, um dia após o corpo de Chantal ser localizado. O corpo dele estava no bairro João Agripino, com as mãos amarradas e sinais de decapitação.

Quem era Altamiro Rocha dos Santos

De acordo com a polícia, Altamiro não tinha renda fixa e era sustentado financeiramente por Chantal, que recebia aposentadoria do exterior, estimada em R$ 40 mil reais. A vítima conheceu Altamiro na orla da capital, onde ele vendia artesanato. Durante a pandemia, chegou a abrigá-lo, e os dois iniciaram um relacionamento.

De acordo com a investigação, o homem utilizava drogas e a mulher francesa não aceitava isso. A vítima demonstrou que queria terminar a relação por conta dessa situação. E isso teria motivado o crime. Altamiro foi encontrado morto no dia 12 de março, um dia após o corpo de Chantal ser localizado. O corpo dele estava no bairro João Agripino, com as mãos amarradas e sinais de decapitação.

Segundo a Polícia Civil, ele apresentava uma lesão profunda no pescoço, sem outros ferimentos aparentes. A principal linha de investigação é de que a morte possa ter relação com a atuação de integrantes de uma facção criminosa, que teriam reagido à repercussão do crime e à presença da polícia na região. Até o momento, ninguém foi preso.

Cronologia do caso

De acordo com a Polícia Civil, a mulher saiu pela última vez do apartamento onde ela estava no sábado (7) e o namorado dela chega a sair do local para pegar um galão de álcool. Veja abaixo.

  • 07/03 (Sábado) - 17h35 - Vítima saiu do apartamento;
  • 07/03 (Sábado) - 18h30 - Vítima retorna para o apartamento, e não sai mais;
  • 09/03 (Segunda) - 22h00 - Namorado dela sai com o galão para comprar álcool;
  • 09/03 (Segunda) - 22h16min - Namorado retorna com o galão com álcool;
  • 10/03 (Terça) - 22h06min - Namorado sai do apartamento com o corpo da vítima dentro de mala;
  • 10/03 (Terça) - 22h36min - Namorado deixa o corpo da vítima na calçada;
  • 10/03 (Terça) - 23h04min - Namorado retorna ao apartamento com o carrinho que levou a mala;
  • 11/03 (Quarta) - 01h50min - Namorado retorna ao local com o galão de álcool e encontra com um morador de rua;
  • 11/03 (Quarta) - 01h55min - Homem em situação de rua ateou fogo na vítima.

O delegado Thiago Cavalcanti diz que os elementos da investigação apontam que na terça-feira (10) pela manhã a mulher já estava morta.

Imagem

Jornal da Paraíba

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