PLENO PODER
Jhony Bezerra muda tom com os Cunha Lima, mas mantém críticas à gestão de Bruno em Campina
Apoio a Cícero coloca o pré-candidato à Câmara no mesmo palanque da família Cunha Lima.
Publicado em 28/04/2026 às 9:11

O vai e vem do mundo político gerou um cenário que era tido como inimaginável dois anos atrás. O apoio do médico Jhony Bezerra (PSD) à pré-candidatura de Cícero Lucena (MDB) o colocará no mesmo palanque de grande parte da família Cunha Lima, que foram seus rivais nas eleições de 2024, em Campina Grande.
À época, Jhony chegou a usar as redes sociais para fazer uma publicação que dizia "Cunha Lima nunca mais". Na legenda, o então candidato a prefeito ainda completava dizendo: "os 42 anos de panelinha vão acabar".
Agora, no mesmo lado, inclusive filiado ao partido presidido por Pedro Cunha Lima, Jhony Bezerra adota um tom mais brando com a família. Ele, inclusive, foi uma das presenças no evento que oficializou Diogo Cunha Lima como pré-candidato a vice na chapa de Cícero.
"A chapa se consolida com um nome tradicional de Campina Grande. De uma família que já tem uma trajetória administrativa não só em Campina, mas em todo o estado. Acredito que agora a chapa está completa, bem representada. O que a gente quer é isso. Agregar forças para que a gente possa vencer as eleições", disse Jhony Bezerra.
Jhony segue na oposição à gestão de Bruno
No entanto, o discurso de Jhony em relação ao prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União), não mudou. Desde que rompeu com a base governista, o médico manteve seu posicionamento de oposição à gestão municipal da Rainha da Borborema.
Sobre isso, o médico evitou o discurso do "quanto pior, melhor". Mesmo tecendo críticas ao modelo de gestão de Bruno, Jhony Bezerra disse que torce para que o prefeito acerte, "porque quando ele acerta, a população é beneficiada". Bruno e Jhony não estarão juntos no primeiro turno das eleições, já que o mandatário declarou apoio à pré-candidatura de Efraim Filho.
O fato é que não estamos diante de uma eleição de turno único, e as todas as configurações levam a um caminho inevitável. Independente da configuração do segundo turno, Jhony e Bruno estarão no mesmo palanque na reta decisiva do pleito.
Texto: Gabriel Abdon

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