POLÍTICA
CMJP aprova voto de repúdio para Ed Motta após chamar barman de 'paraíba filha da p...'
Caso é investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e declarações de Ed Motta falando para barman “paraíba filha da p*ta” foram repudiadas.
Publicado em 14/05/2026 às 14:48

A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) aprovou um voto de repúdio para o cantor Ed Motta, que se envolveu em uma confusão na semana passada em um restaurante no Rio de Janeiro após protestar pela cobrança de taxa de rolha. Durante a confusão, o cantor chegou a chamar um barman do local de “paraíba filha da p*ta”.
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Na manhã desta quinta-feira (14), em sessão, os vereadores de João Pessoa aprovaram o repúdio que qualificaram como "um comportamento de cunho preconceituoso e xenofóbico direcionados ao povo paraibano". O requerimento, de autoria do presidente da Casa, Dinho Dowsley (MDB), foi aprovado por unanimidade.
“A Paraíba é terra de gente trabalhadora, honesta, criativa, acolhedora. Um Estado que orgulha o Brasil pela sua história, cultura e pela força do seu povo. Não aceitaremos que expressões preconceituosas sejam tratadas como algo normal e irrelevante. Quando alguém utiliza o termo ‘paraíba’ de forma pejorativa, agride a mim e a milhões de nordestinos, que diariamente ajudam a construir o país com trabalho e dignidade. O Brasil precisa aprender a respeitar o Nordeste”, afirmou o vereador Raoni Mendes (PSD), durante a sessão.
Outros vereadores, de lados políticos diferentes ao do presidente da Casa, inclusive, também se manifestaram a favor da propositura. Entre eles: Jailma Carvalho (PSB) e Eliza Virgínia (PP) e os vereadores Odon Bezerra (PSB), Marcos Henriques (PT), Mikika Leitão (MDB), Mô Lima (PP), Guguinha Moov Jampa (PSD) e Milanez Neto (MDB).
Entenda o caso Ed Motta

Os desentendimentos começaram por causa da cobrança de taxa de rolha da casa. O barman explicou que Ed Motta não costumava pagar a taxa quando ia sozinho ou somente com a esposa ao estabelecimento mas que, como havia mais seis pessoas na mesa, a taxa foi cobrada, o que deixou o artista descontente com a situação. Outros funcionários também corroboraram com o relato em depoimentos à polícia.
Um dos homens que estava com Ed, Nicholas Guedes Coppim, teria perguntado, em tom irônico: "Você gosta de mulher ?", o que deixou o funcionário constrangido.
Nesse momento, Ed teria dito: "Olha, o babaca está rindo. Nunca vi esse babaca rindo. Está sempre de mal com a vida, esse paraíba". Em seguida, o cantor teria colocado a taça de vinho no balcão e acrescentado: "Vou embora antes que eu faça alguma coisa com um desses paraíbas", antes de se levantar e dizer: "Cambada de paraíba". Depois, ainda teria se virado para o funcionário e falado: "Vai tomar no c* seu filho da put* paraíba".
A confusão, que começou por um desentendimento entre pessoas que estavam na mesa de Ed e funcionários, posteriormente, passou a envolver frequentadores da mesa ao lado. Imagens e depoimentos indicam que uma pessoa desta mesa foi agredida com uma garrafada e um soco.
O caso é investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro através da 15ª DP, que fica na Gávea, onde os agentes investigam se houve dois crimes: a lesão corporal contra uma pessoa da mesa vizinha à do cantor, investigação na qual o Ed Motta está classificado como testemunha; e injúria por preconceito, onde ele seria autor.
A defesa de Ed Motta negou agressão por parte dele e disse ao Fantástico que o artista saiu indignado devido ao atendimento.
*Com informações de g1

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