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COTIDIANO

Mulher que estava em elevador que caiu tem ‘resposta satisfatória’ a tratamento

Hospital informou que paciente permanece internada na UTI e segue em recuperação após cirurgia na coluna

Publicado em 18/05/2026 às 11:07 | Atualizado em 18/05/2026 às 11:24


					Mulher que estava em elevador que caiu tem ‘resposta satisfatória’ a tratamento
Condomínio onde elevador caiu e deixou feridos processou construtora por falhas, em João Pessoa - Foto: TV Cabo Branco. Gustavo Demétrio

A mulher de 36 anos que estava no elevador que despencou em um prédio residencial no bairro do Altiplano, em João Pessoa, apresentou resposta satisfatória ao tratamento depois da cirurgia na coluna, segundo o Hospital Nossa Senhora das Neves (HNSN), onde ela permanece internada.

Após cirurgia, mulher que ficou paraplégica após queda de elevador tem 'resposta satisfatória' ao tratamento

De acordo com a unidade de saúde, a paciente segue na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob cuidados intensivos e monitorização contínua da equipe médica.

A cirurgia foi realizada na noite da quinta-feira (14), após exames confirmarem o diagnóstico de paraplegia no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. O procedimento teve como objetivo tratar uma fratura da coluna vertebral associada à compressão medular.

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Segundo o hospital, a cirurgia incluiu a estabilização da coluna, além da descompressão da medula e do alinhamento da fratura. As condutas assistenciais seguem mantidas, e a equipe acompanha a evolução clínica da paciente.

Diagnóstico de paraplegia

A informação do diagnóstico de paraplegia foi confirmada nesta quinta-feira (14), ao JORNAL DA PARAÍBA, pelo diretor do Hospital de Trauma de João Pessoa, Laécio Bragante. Após o acidente, a mulher e os filhos, de três e cinco anos, foram levados para a unidade de saúde.

As crianças receberam alta ainda na madrugada da quinta-feira (14), e a mulher foi transferida para o Hospital Nossa Senhora das Neves, onde ocorreu a cirurgia.

“O diagnóstico de paraplegia foi confirmado e diagnosticado por meio de tomografia e outros exames feitos pelo setor de neurocirurgia. Apesar da solicitação de transferência, já tem programação cirúrgica para estabilização da coluna da paciente. Quando há um trauma desse, é preciso fazer a estabilidade nas vértebras para não haver dano adicional à medula. Essa cirurgia é feita colocando placas laterais para a coluna ficar estável, alinhando pelo menos três vértebras”, afirmou o diretor.

Ainda de acordo com Laécio Bragante, a paciente é estrangeira e a família solicitou a transferência dela para um hospital particular em João Pessoa.

Desabamento e feridos

Um elevador despencou do terceiro andar de um prédio em um condomínio residencial no bairro do Altiplano, em João Pessoa, no fim da tarde desta quarta-feira (13). Dentro da cabine estavam uma mulher e duas crianças.

Após a queda, as vítimas ficaram presas no fosso do elevador. Moradores do condomínio conseguiram abrir a porta da cabine do elevador e iniciaram o resgate por conta própria, antes da chegada das equipes de socorro.

Em nota, a administração do condomínio informou que a prioridade é a assistência à mulher e às duas crianças feridas na queda do elevador e que o suporte às famílias foi prestado desde o ocorrido. O condomínio afirmou que registra problemas técnicos nos elevadores desde a entrega do empreendimento e que, diante da ausência de solução definitiva, recorreu à Justiça para pedir a substituição dos equipamentos, além de contestar a versão da construtora e defender a apuração das responsabilidades pelo caso.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros foram acionados para atender a ocorrência. Segundo relatos de moradores, a mulher foi retirada do elevador apresentando ferimentos e reclamando de dores pelo corpo, as crianças apresentavam ferimentos leves.

Laudo de 2026 aponta falhas

O documento, elaborado entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, lista várias inconformidades no elevador do Bloco B, incluindo problemas considerados de alta prioridade e risco à segurança dos moradores. Neste bloco, inclusive, houve o desabamento do elevador, que feriu as três pessoas.

Entre os principais problemas encontrados estão a ausência de sinalização de segurança e de controle de acesso à casa de máquinas do elevador, falta de extintor de incêndio adequado, inexistência de iluminação de emergência e falhas no aterramento elétrico do sistema. O laudo também registrou ausência de ventilação adequada, problemas de organização da instalação elétrica e ausência de dispositivos de resgate emergencial.

O documento aponta ainda que a máquina de tração do elevador, “não atende à capacidade de peso de toda a estrutura e não atende às normas de segurança”. O laudo recomendou a substituição completa do equipamento. A pendência foi classificada com prioridade “alta”.

Neste mesmo laudo, foi apontado pela vistoria técnica alguns outros problemas como: uso de fita isolante na corrediça de um dos elevadores e também a falta de freios em um equipamento no residencial. A utilização da fita é tratada como um defeito no documento e que as corrediças do elevador em questão precisariam ser substituídas.

Além disso, o problema nos freios foi classificado como de alta prioridade, para ser resolvido de forma urgente. Também não se sabe se os problemas foram corrigidos após o laudo e também se o elevador onde a mulher caiu tinha o mesmo problema.

Imagem

Janinne Vivian

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