POLÍTICA
Câmara marca posse de Evilásio Cavalcanti; Cabedelo terá quarto prefeito desde a eleição de 2024
A posse de Evilásio deve representar mais uma mudança no comando da cidade. O prefeito eleito, Edvaldo Neto, está impedido de assumir.
Publicado em 21/05/2026 às 11:45 | Atualizado em 21/05/2026 às 12:02

A Câmara Municipal de Cabedelo marcou para a próxima segunda-feira (25) a posse do vice-prefeito eleito, Evilásio Cavalcanti (Avante). A solenidade será realizada às 19h, após a diplomação da chapa eleita pela Justiça Eleitoral.
A informação foi confirmada pelo presidente da Câmara, Wager do Solanense, para a CBN Paraíba.
A posse de Evilásio deve representar mais uma mudança no comando político da cidade.
O prefeito eleito, Edvaldo Neto (Avante), está impedido de assumir o cargo por medida cautelar determinada no âmbito da Operação Cítrico, que investiga supostas ligações entre uma facção criminosa e a Prefeitura de Cabedelo.
Com isso, Evilásio deverá se tornar o quarto nome a ocupar a chefia do Executivo municipal desde as eleições de 2024, quando André Coutinho (Avante) foi eleito prefeito. Ele e a vice-prefeita, Camila Holanda (PP), tiveram os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral por irregularidades no processo eleitoral, em investigação que apontou indícios de atuação de facções criminosas.
Após a cassação da chapa, Edvaldo Neto, então presidente da Câmara Municipal, assumiu a prefeitura interinamente em dezembro de 2025. Posteriormente, ele venceu a eleição suplementar realizada em 12 de abril deste ano, mas foi afastado dois dias depois por decisão judicial. Desde então, a administração está sob o comando do prefeito interino José Pereira (Avante).
Diplomação será mantida
Embora a chapa seja diplomada, Edvaldo não deverá tomar posse em razão da medida cautelar em vigor, abrindo caminho para que Evilásio assuma a administração municipal.
No mês passado, a juíza decidiu manter a diplomação da chapa vencedora das eleições suplementares, apesar do avanço das investigações relacionadas à Operação Cítrico.
Na decisão, a magistrada afirmou que, embora as suspeitas apresentadas sejam graves, ainda não há elementos probatórios suficientes para adoção de medidas mais severas. A análise ocorreu no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pela defesa do deputado estadual Wallber Virgolino (PL), candidato derrotado na eleição suplementar.
Segundo a juíza, o caso ainda exige aprofundamento das provas. “Não se revela possível afirmar, com o grau de evidência exigido, a existência de direito incontroverso”, registrou na decisão.

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