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COTIDIANO

Justiça mantém prisão do delegado Braz Morroni, alvo de operação por ligação com tráfico

Decisão foi proferida na tarde desta terça-feira (2). Operação Perfídus cumpriu oito mandados de prisão.

Publicado em 02/06/2026 às 17:44 | Atualizado em 02/06/2026 às 18:53


					Justiça mantém prisão do delegado Braz Morroni, alvo de operação por ligação com tráfico
Delegado Braz Morrone.. Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

A Justiça da Paraíba decidiu manter a prisão do delegado Braz Morroni e de dois agentes da Polícia Civil, presos durante a Operação Perfídus, deflagrada na manhã desta terça-feira (2), em João Pessoa. Eles passaram por audiência de custódia horas depois das respectivas prisões.

Além do delegado e dos dois agentes, outros cinco suspeitos de integrar o esquema criminoso tiveram mantidas as prisões temporárias. Além de Braz Morroni, dois agentes da Polícia Civil também foram presos. O delegado era titular da Delegacia Especial de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT).

O delegado Braz Morroni e os agentes Eduardo Jorge Ferreira e Everton Rychelyson, com as prisões temporárias estabelecidas em 30 dias, foram encaminhados para o Presídio Especial do Valentina, que fica localizado em João Pessoa. Não se sabe para quais presídios foram alocados os outros cinco presos.

Em nota, a defesa do delegado Braz Morroni disse que "é preciso rassaltar o direito constitucional à presunção de inocência" e que "irá analisar os autos visando a adoção das medidas pertinentes para restaurar a liberdade do delegado".

A Operação Perfídus cumpriu oito de nove mandados de prisão e tem como alvo um grupo suspeito de integrar um esquema criminoso envolvendo agentes da Polícia Civil. Além de Braz Morroni, outros policiais civis foram presos durante a ação.

O único alvo de mandado de prisão que não foi localizado durante a operação foi Dankennedy Vieira Brito da Silva, conhecido como Babau. Ele foi o responsável pela denúncia. De acordo com a polícia, ele está fora do estado.

De acordo com o delegado Rafael Bianchi, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a investigação começou em fevereiro de 2025 após uma denúncia feita por um homem investigado por tráfico de drogas. O relato apontava que entorpecentes apreendidos teriam sido desviados por agentes da própria corporação.

As informações reunidas ao longo da apuração levaram à operação realizada nesta terça-feira. Entre os investigados estão o titular da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT) de João Pessoa e dois agentes da Polícia Civil.

Quem é o delegado preso

Braz Morroni de Paiva Júnior tem mais de 20 anos de atuação na Polícia Civil. Ele foi nomeado delegado de Polícia Civil na Paraíba em 12 de agosto de 2004, após ser aprovado em um concurso público.

O delegado atuou na delegacia de Cuité, na delegacia de Itabaiana, na 4ª delegacia distrital de Campina Grande e como plantonista na Segunda Delegacia Regional de Polícia Civil. Em 2017, Braz Morrone começou a atuar na Delegacia de Repressão a Entorpecentes e, em 2019, assumiu a DCCPAT.

Outros presos da operação:

  • João Wicttor Alves de Lima;
  • Brendo Roberth Fernandes Sobral;
  • Paulo Ricardo Barbosa de Souza ("Galinha");
  • José Alexandrino de Lira Júnior ("Júnior Lira");
  • Vanessa Dantas Fernandes;

Dankennedy Vieira Brito da Silva ("Babau"), é o traficante que está foragido. As defesas não foram localizadas até a publicação desta matéria.

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