PLENO PODER
Hervázio diz que nada impede que Cássio atue nos bastidores da campanha de Cícero
Ex-senador disse que não vai compor o Conselho Político do emedebista por 'questões contratuais'.
Publicado em 09/06/2026 às 15:14

Pouco depois de ser anunciado pela assessoria de Cícero Lucena para compor o Conselho Político da campanha do emedebista, o ex-governador Cássio Cunha Lima disse, à CBN, que não fará parte do grupo. Afastado das disputas eletivas desde 2018, o ex-senador afirmou que 'questões contratuais' o impedem de participar de atividades políticas.
Em entrevista à CBN, o deputado estadual Hervázio Bezerra, pai do prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra, que vai coordenar a articulação política da campanha de Cícero na capital, afirmou que a equipe sofre uma baixa com a ausência de Cássio, mas que nada impede que ele participe da campanha nos 'bastidores'.
Cássio tem ligação direta com a chapa que será encabeçada por Cícero Lucena, já que é pai de Diogo Cunha Lima, pré-candidato a vice-governador. Além disso, Pedro Cunha Lima, que, assim como o pai, decidiu se retirar de disputas eletivas, deve coordenar a montagem do plano de governo de Cícero.
"O ruim é um membro da equipe anunciar que não vai mais participar. Mas não podemos negar a importância, o acervo, a densidade eleitoral que tem o ex-senador Cássio Cunha Lima, que tem o filho como pré-candidato a vice. Não é segredo que ele (Cássio) trabalha para algumas empresas e as cláusulas contratuais impedem que ele se posicione de forma pública. Mas nada impede que ele trabalhe nos bastidores", disse Hervázio Bezerra.
Cássio Cunha Lima atua como advogado e consultor empresarial por meio de sua empresa, focada em relações governamentais e consultoria estratégica. Como o ex-senador presta serviços voltados para questões regulatórias e institucionais, essas restrições o impediriam de participar ativamente de uma campanha eleitoral.
De acordo com o que foi divulgado pela assessoria de Cícero Lucena, Cássio iria compor um Conselho Político ao lado dos ex-conselheiros do TCE, Fernando Catão e Nominando Diniz, além de outros advogados e membros da classe política.
Texto: Gabriel Abdon

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