MEIO AMBIENTE
MPPB ajuíza ação para que prefeitura recolha animais soltos em São João do Rio do Peixe
Ação exige medidas em até 30 dias, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. Promotoria constatou omissão.
Publicado em 16/06/2026 às 10:02

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação civil pública para obrigar a Prefeitura de São João do Rio do Peixe a adotar medidas imediatas para o recolhimento de animais soltos no município. A ação, divulgada nesta segunda-feira (15), leva em conta ataques desses animais vias urbanas e nas margens de estradas.
Na ação proposta pelo promotor de Justiça Francisco Leonardo Silva Júnior, o MPPB pede que a Justiça determine, em até 30 dias, a adoção de uma série de medidas, entre elas:
- Recolhimento e apreensão sistemática de animais de pequeno, médio e grande porte encontrados soltos em áreas urbanas e rodovias municipais;
- Transporte, abrigo, alimentação e assistência veterinária para os animais recolhidos;
- Contratação emergencial de médico veterinário para triagem, tratamento de doenças e identificação de zoonoses;
- Disponibilização de veículo adaptado e equipe capacitada para captura humanitária e transporte dos animais;
- Cadastramento e fiscalização de proprietários de animais de grande porte criados na zona urbana.
Em caso de descumprimento da decisão, o Ministério Público requer a aplicação de multa diária de R$ 1 mil.
O MPPB constatou omissão do município na implementação de políticas públicas voltadas à proteção animal, ao controle populacional de animais e à prevenção de zoonoses. Durante a investigação, o órgão identificou a ausência de políticas efetivas para controle da população animal e para garantir a segurança de pedestres e motoristas.
Em junho de 2025, uma audiência pública foi realizada na Câmara Municipal para discutir o problema. Participaram do encontro autoridades, vereadores, profissionais de saúde, médicos veterinários e representantes da sociedade civil.
De acordo com o MPPB, uma moradora procurou a Ouvidoria do órgão e relatou que o filho foi mordido por um dos cães que circulavam livremente no centro da cidade, precisando passar por tratamento antirrábico. Em outro caso, um morador informou à Promotoria que ataques frequentes de cães agressivos estariam dificultando o acesso à própria residência.

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