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PLENO PODER

Os 10 recados deixados pelas fogueiras de São João na política da Paraíba

Festas juninas revelaram divergências e movimentos dos principais pré-candidatos

Publicado em 25/06/2026 às 11:09 | Atualizado em 25/06/2026 às 11:26


					Os 10 recados deixados pelas fogueiras de São João na política da Paraíba
Fogueira de São João. Mabel Pontes

As festividades juninas são, historicamente, usadas como vitrine pela classe política em anos eleitorais. Nelas pré-candidatos aproveitam para visitar municípios, buscar apoios, 'aparecer' em eventos com grandes públicos. Este ano, na Paraíba, não tem sido diferente.

E o impacto das fogueiras de São João já pode ser percebido no cenário de disputas no Estado.

Abaixo trago as 10 constatações deixadas pelo calor das fogueiras na política paraibana.

1 - A chapa governista vive divergências profundas na disputa pelo Senado. Os aliados do ex-governador João Azevêdo (PSB) estão cada vez mais incomodados com o avanço do ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Rep), nos prefeitos da base. Nabor já demonstrou que não está 'nem aí' para as queixas;

2 - O governador Lucas Ribeiro (PP) chegará ao fim do prazo permitido para participar de inaugurações sem conseguir entregar obras importantes para o Estado. Exemplos disso são o Arco Metropolitano de João Pessoa e a segunda etapa do Centro de Convenções de Campina Grande. O prazo para ele participar de eventos institucionais é 2 de julho;

3 - A recomendação do MPE para gestores evitarem o uso das festas de São João como trampolim político para aliados deu certo. Com exceção de um incidente envolvendo o cantor Wesley Safadão, em Campina Grande, a orientação foi seguida pelos prefeitos;

4 - O ritmo da pré-campanha foi ampliado na Paraíba. O São João serviu para pré-candidatos percorrerem os quatro cantos do Estado em busca de votos. Não faltaram abraços, fotografias e políticos dançando forró. Cenas, aliás, costumeiramente só vistas em ano eleitoral;

5 - O São João de Patos, que sempre costuma reunir 'figurões' da política nacional, este ano não recebeu muitos nomes. O senador Ciro Nogueira (PP), o deputado Arthur Lira (PP) e o presidente do Senado Davi Alcolumbre (UB) passaram longe da festa. Há quem diga que os escândalos em Brasília, envolvendo o Banco Master, afastou alguns deles de aparições públicas;

6 - Os presidenciáveis estão aproveitando o período junino para conhecer mais de perto o Nordeste. Foi assim como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), que visitaram o Estado nos últimos dias;

7 - A relação entre os Cunha Lima e o médico Jhony Bezerra (PSD) continua com dificuldades, por conta das críticas de Jhony à gestão do prefeito Bruno Cunha Lima (UB). Mas aos poucos Pedro, Diogo e Jhony vão participando de agendas dentro de um clima de normalidade. Foi assim na visita de Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab. O ex-secretário, por sinal, não 'derreteu' do ponto de vista eleitoral. Segue sendo bem lembrado nas pesquisas de intenção de voto do Estado;

8 - Bruno não mudou. Continua o mesmo do primeiro mandato, com dificuldades do ponto de vista da habilidade política e, também, com decisões que desafiam a lógica. No São João deste ano, por exemplo, decidiu tirar licença do cargo e sair da cidade durante alguns dias. Isso no momento mais importante do ano para Campina, em termos de visibilidade e da economia. Algo incomum e não recomendável para um gestor público. É que diante de qualquer eventualidade indesejada, a presença do prefeito em uma cidade é sempre importante. Ainda mais em um mês tão significativo, que serve como válvula de escape para a gestão de Bruno, combalida por crises, lentidão e problemas diversos.

9 - Nos bastidores tem crescido a movimentação para indicação do presidente da Assembleia, Adriano Galdino (Rep), como companheiro de chapa do governador Lucas Ribeiro (PP). No São João aliados de Galdino já consideram a escolha como certa.

10 - O governador Lucas Ribeiro acertou ao escolher dois auxiliares responsáveis pela articulação junto aos municípios. O chefe de gabinete Neto Nepomuceno, ex-prefeito de Barra de Santa Rosa, e o ex-prefeito de Sobrado, George Coelho, têm melhorado a percepção do governador junto aos prefeitos. Para o projeto de Lucas, os dois são importantíssimos hoje.

Fogueira de São João

João Paulo Medeiros

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