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PLENO PODER

PF diz que Presidência da Câmara deu aval para desvio de emendas em nome de Cunha

Escândalo das Emendas é investigado pela PF e acompanhado pelo ministro Flávio Dino

Publicado em 13/07/2026 às 5:19


					PF diz que Presidência da Câmara deu aval para desvio de emendas em nome de Cunha
Reprodução/CBN

A investigação da Polícia Federal que resultou no bloqueio de R$ 6 milhões atribuídos ao ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG) aponta que a servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como "Tuca", tinha "pleno aval" da Presidência da Câmara dos Deputados para "promover desvios de emendas" em favor do ex-presidente da Casa.

A Presidência da Câmara é ocupada pelo deputado federal paraibano, Hugo Motta (Republicanos). Nos bastidores de Brasília, ele sempre teve uma relação próxima com o ex-deputado Eduardo Cunha.

"Tudo indica que TUCA contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas em favor de EDUARDO CUNHA, intensificando um altíssimo grau de promiscuidade na deliberação do chamado orçamento secreto", diz trecho da representação da Polícia Federal.

O g1 entrou em contato com a assessoria da Presidência da Câmara e não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Em nota, a defesa do ex-deputado Eduardo Cunha nega irregulaidades. A defesa de Mariangela afirmou que sua atuação era estritamente técnica, apartidária e impessoal. (leia a íntegra abaixo)

O ex-presidente da Câmara é alvo da mesma investigação que bloqueou R$ 119 milhões do presidente do PL, o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto por indicação irregular de emendas.

As medidas ocorrem após uma representação da PF que é desdobramento da chamada "Operação Transparência", realizada em dezembro do ano passado e que teve a funcionária da Câmara Mariângela Fialek, a Tuca, como alvo.

Segundo o relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), "se na primeira etapa da Operação Transparência já se tinha por muito delineada ausência de controle na distribuição desses valores em emendas, o aprofundamento das investigações passou a delimitar situações claras de desvio desses valores a partir da figura de TUCA. A extração e análise de dados do aparelho de MARIÂNGELA FIALEK indica a existência de um arranjo decisório paralelo para a destinação de verbas públicas, no qual EDUARDO COSENTINO DA CUNHA, desprovido de mandato, aparece como vetor relevante de definição e remanejamento de emendas".

A indicação de emendas é uma prerrogativa de deputados e senadores em exercício. Mas a Polícia Federal identificou que Eduardo Cunha, que é ex-deputado, "dispõe dos serviços de MARIANGELA FIALEK e da liberalidade política para destinar recursos conforme seus interesses, em sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato".

Outro lado

Em nota, a defesa de Eduardo Cunha disse que tomou conhecimento da decisão de bloqueio parimonial pela imprensa e que o ex-deputado não foi intimado para esclarecer os fatos.

"Eduardo Cunha não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens", afirmaram os advogados.

A defesa argumenta ainda que não se pode equiparar "a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar".

"É igualmente necessário esclarecer que o montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha".

Ainda de acordo com os advogados, Cunha "desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas".

Texto: G1

Imagem ilustrativa da imagem PF diz que Presidência da Câmara deu aval para desvio de emendas em nome de Cunha

João Paulo Medeiros

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