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CONVERSA POLÍTICA

OPINIÃO: Léo Bezerra mantém suspense estratégico sobre apoio a segundo nome ao Senado

Prefeito do maior colégio eleitoral da Paraíba, Leo estaria evitar anunciar decisão por João Azevêdo ou Nabor.

Publicado em 17/07/2026 às 17:35


					OPINIÃO: Léo Bezerra mantém suspense estratégico sobre apoio a segundo nome ao Senado
divulgação

Quem tem caneta não tem pressa. A máxima ajuda a explicar a estratégia adotada pelo prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), na disputa pelo segundo voto ao Senado.

O primeiro já está definido. Léo acompanha o ex-prefeito Cícero Lucena (MDB) no apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), aliado histórico do grupo. O impasse está na segunda vaga.

Até pouco tempo, o caminho parecia natural para o ex-governador João Azevêdo (PSB). Mas decisões políticas tomadas ao longo dos últimos meses mudaram o cenário e abriram espaço para dúvidas dentro da própria base governista.

Entre os episódios que desgastaram a relação está a retirada de Léo da presidência do PSB de João Pessoa. Também pesou a postura do partido na Câmara Municipal, onde vereadores socialistas permaneceram na base de oposição ao prefeito, sem uma atuação mais firme de João para reverter o movimento.

Vaga cortejada pelo Republicanos

Enquanto esse desgaste se consolidava, cresceu a ofensiva do Republicanos. O pré-candidato ao Senado Nabor Wanderley entrou na disputa pelo apoio de Léo levando consigo um ativo político de peso, a influência do filho, Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara dos Deputado.

As conversas evoluíram a ponto de surgirem especulações sobre a possibilidade de o vereador Odon Bezerra, tio de Léo, ocupar uma eventual suplência de Nabor. Seria um gesto simbólico e político capaz de consolidar a aproximação entre o prefeito da Capital e o Republicanos. Esqueceram só o detalhe de Odon estar filiado ao PSB.

Leo empurra pra final das convenções

Diante desse tabuleiro, Léo resolveu ganhar tempo. Disse que só anunciará sua decisão durante a convenção partidária do próximo dia 5 de agosto, justamente a mesma data escolhida pelos grupos de Cícero Lucena e do governador Lucas Ribeiro (PP) para oficializar suas chapas.

A escolha pelo adiamento não é apenas protocolar. Mantém abertas as portas para negociações até o último momento e preserva o peso político de um apoio cobiçado pelos dois lados.

Lideranças do PSB tentam restabelecer diálogo com Leo

Não por acaso, enquanto Léo evita bater o martelo, lideranças do PSB, como o vereador Zezinho Botafogo e o secretário Junior Pires, passaram a defender publicamente uma reaproximação entre ele e João Azevêdo. O discurso do "deixa disso" tem explicação.

O avanço de Nabor sobre um eleitorado que já tende a votar em Veneziano ameaça justamente o espaço que João esperava ocupar na composição do voto casado ao Senado. Perder Léo significaria perder uma das principais pontes com o maior colégio eleitoral do Estado.

Até a convenção, portanto, o silêncio do prefeito vale mais do que qualquer declaração.

Imagem ilustrativa da imagem OPINIÃO: Léo Bezerra mantém suspense estratégico sobre apoio a segundo nome ao Senado

Angélica Nunes Laerte Cerqueira

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