COTIDIANO
Venda do mesmo imóvel e falsos corretores: cerca de 200 autos de infração são registrados na PB
Conselho orienta consumidores a verificar o registro profissional antes de negociar imóveis para evitar prejuízos financeiros.
Publicado em 01/08/2026 às 12:46

A atuação de falsos corretores de imóveis continua fazendo vítimas na Paraíba. Apenas no primeiro semestre deste ano, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Paraíba (Creci-PB) registrou cerca de 200 autos de infração por exercício irregular da profissão, em ações de fiscalização realizadas em diferentes municípios do estado.
Além da atuação de pessoas que se passam por corretores, o Creci-PB também identifica casos de documentação irregular e de venda do mesmo imóvel para mais de um comprador, práticas que podem causar prejuízos financeiros aos consumidores.
Segundo o gestor de fiscalização do Creci-PB, Sérgio Pereira, os golpistas costumam aproveitar o momento em que o comprador busca realizar o sonho da casa própria.
“O pessoal se faz passar por corretor e, por meio de anúncios e falsas promessas, conquista a confiança da vítima para aplicar o golpe”, afirmou.
De acordo com ele, a fraude mais frequente envolve a cobrança de um pagamento antecipado, geralmente sob a justificativa de dar andamento à compra do imóvel. Após receber o valor, o suposto corretor desaparece.
O empresário Bruno Tales, dono de uma imobiliária em João Pessoa, afirma que criminosos chegaram a utilizar o nome da empresa para anunciar imóveis de alto padrão com condições incompatíveis com a realidade do mercado.
“Eles ofereciam uma entrada de R$ 10 mil ou R$ 20 mil, quando o valor correto seria entre R$ 70 mil e R$ 100 mil. O cliente fazia o PIX para o golpista e acabava ficando no prejuízo”, relatou.
Bruno também lembrou de um caso ocorrido na capital em que um construtor negociou imóveis diretamente com compradores, sem intermediação de corretores, e vendeu o mesmo apartamento para mais de uma pessoa.
Para evitar fraudes, o Creci-PB orienta que o consumidor sempre solicite o número de registro profissional do corretor e faça a conferência no site do conselho antes de realizar qualquer pagamento ou assinar contratos. Em caso de suspeita, a recomendação é registrar denúncia junto ao órgão para que sejam adotadas as medidas cabíveis.

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