COTIDIANO
Paraíba registra 640 estupros no primeiro semestre de 2026
Meses mais violentos do primeiro semestre de 2026 foram março, com 126 casos registrados, e maio, com 125 casos.
Publicado em 01/08/2026 às 20:06

Pelo menos quatro pessoas foram vítimas de estupro, por dia, no primeiro semestre de 2026, na Paraíba. Os dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam um total de 640 vítimas, entre estupros e estupro de vulnerável.
Os meses mais violentos do primeiro semestre de 2026 foram março, com 126 casos registrados, e maio, com 125 casos.
Pelo menos 136 pessoas foram vítimas de estupro nos primeiros seis meses do ano e 504 vítimas de estupro de vulnerável, totalizando 640.
Apesar do número ainda alta, o total de estupros registrados em 2026 na Paraíba é 9% menor do que o registrado no mesmo período de 2025, quando 1.351 casos foram registrados.
Casos registrados em 2025
A cada dia de 2025, três ocorrências de estupro de vulnerável foram registradas na Paraíba. Ao final do ano, o estado somou 1.081 casos, número 20% superior ao de 2024. Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Do total de registros, 959 vítimas são meninas e 122 são meninos. No ano anterior, o estado havia contabilizado 898 casos, sendo 802 meninas e 96 meninos vítimas do crime.
Ao longo de 2025, os casos se mantiveram distribuídos durante todo o ano, com maior concentração nos meses de maio (112 casos), setembro (110) e abril (107). Os menores volumes foram registrados em fevereiro (70), julho (75) e dezembro (73).
Já no recorte regional, o Nordeste somou 13.716 casos de estupro de vulnerável, com média de 38 registros por dia. A Paraíba aparece em último lugar entre os estados da região:
- Bahia: 3.940 casos
- Pernambuco: 1.733 casos
- Maranhão: 1.687 casos
- Ceará: 1.569 casos
- Piauí: 1.223 casos
- Paraíba: 1.081 casos
Em janeiro de 2026, o estado registrou 78 novos casos de estupro de vulnerável, o que representa, também, uma média de três ocorrências por dia no primeiro mês do ano. Entre as vítimas, 66 são meninas, 11 são meninos e um caso não teve o sexo da vítima identificado.

Comentários