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PLENO PODER

Opção por 'vice raiz' do bolsonarismo trará dificuldade para Efraim em eventual 2º turno

Nayanna Pontes foi escolhida após primeira-dama de Campina, Juliana Cunha Lima, não embarcar em projeto

Publicado em 03/08/2026 às 11:04 | Atualizado em 03/08/2026 às 11:17


					Opção por 'vice raiz' do bolsonarismo trará dificuldade para Efraim em eventual 2º turno
Reprodução/Youtube

O senador Efraim Filho (PL), pré-candidato ao Governo do Estado, teve dificuldade nessa reta final da pré-campanha para definir um nome de vice para sua chapa. É que a 'vice dos sonhos' dele, a primeira-dama de Campina Grande, Juliana Cunha Lima, decidiu não embarcar na composição da chapa e obrigou o senador a buscar um outro nome.

Inicialmente a expectativa era de que o vice de Morais sairia do setor produtivo, ou de alguém alinhado ao público evangélico. Mas neste domingo o senador oficializou a opção por um nome do bolsonarismo raiz, o da advogada Nayanna Pontes (PL), esposa do deputado federal Cabo Gilberto (PL).

A ideia, de acordo com os aliados do senador, é reforçar o engajamento em torno do bolsonarismo e ampliar o apoio à chapa dentro desse segmento para viabilizar a ida dele para um eventual 2º turno.

A estratégia pode até funcionar, mas é fato também que ela trará desafios. É que chegando ao 2º turno, a chapa bolsonarista terá que dialogar com um eleitorado com perfil de centro, ou esquerda, que tem dificuldade para assimilar as bandeiras defendidas pelo bolsonarismo. Eleitorado que garantiu a vitória do presidente Lula (PT) nos 223 municípios do Estado, em 2022.

Uma dificuldade a mais para o senador em uma eventual 2ª etapa do pleito.

A lógica é a mesma que deve impedir, por exemplo, o governador Lucas Ribeiro (PP) de ter um(a) vice do PT, o que travaria a inserção da chapa dentro da militância da Direita paraibana.

Preferir alguém do 'meio', não identificado com extremos, parece ser o percurso mais propício para quem deseja chegar ao Palácio dos Despachos. E não o inverso.

Ao reforçar a marca do bolsonarismo em sua chapa, com uma 'vice raiz', Efraim pode até avançar no nível de oxigênio de sua campanha no 1º turno, mas precisará triplicar esses insumos em uma eventual segunda etapa. É como colocar gasolina em um carro para chegar à praia, conseguir atravessar uma ponte no caminho, mas ficar na areia sem molhar os pés.

Imagem ilustrativa da imagem Opção por 'vice raiz' do bolsonarismo trará dificuldade para Efraim em eventual 2º turno

João Paulo Medeiros

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