PLENO PODER
Depois de 'sumir' no Governo João I, Lígia é escolhida mais uma vez vice; e vai somar pouco
Lígia Feliciano chegou a romper politicamente com João, mas voltou à base em 2022
Publicado em 11/08/2026 às 16:07 | Atualizado em 11/08/2026 às 16:22

Era outubro de 2021 quando escrevi, aqui no Blog, sobre o 'sumiço' da então vice-governadora do Estado, Lígia Feliciano, das agendas públicas do Governo João Azevêdo I. Meses depois, em dezembro, ela escancarou um rompimento político com o grupo afirmando que a Paraíba era uma "mulher sofrida" em um vídeo publicado nas redes sociais.
Na época a vice buscava trilhar um caminho próprio e disputar o Governo do Estado, após ter ocupado a vice-governadoria por 7 anos.
A história conta que o projeto não decolou e, em agosto de 2022, um pouco antes da eleição, Lígia retornou à base governista.
A médica de Campina Grande, então, concluiu o segundo 2º mandato e empenhou-se na reeleição do marido, o deputado federal Damião Feliciano.
Longe dos holofotes durante o Governo João Azevêdo II, Lígia reaparece no cenário político paraibano mais uma vez durante uma crise entre os governistas. E foi escolhida para vice do governador Lucas Ribeiro.
Na primeira vez em que foi indicada para o cargo foi em 2014, a escolha ocorreu dois dias após o ex-governador Ricardo Coutinho não ter conseguido fechar a chapa na convenção em que iniciou o seu projeto de reeleição.
Dessa vez a base demorou quase uma semana, após a convenção do último dia 5, para resolver o impasse. E após vetos a nomes como Adriano Galdino (Rep), Eduardo Carneiro (PP) e coronel Viviane Vieira (PSB), a ex-vice terminou sendo indicada para a vaga.
Uma opção 'caseira' dentro da federação União Progressistas, comandada pelo tio de Lucas, o deputado Aguinaldo Ribeiro.
Conforme já tinha antecipado o Blog, o nome escolhido preencheu um dos critérios discutidos: o fato de ser mulher; mas ficou longe de representar João Pessoa. Lígia é de Campina Grande, mesma cidade do governador Lucas Ribeiro.
Do ponto de vista da política, pouco soma. Já está incorporada à base e não vinha tendo expressividade no debate público do João Azevêdo II. Ela conseguiu, porém, chegar mais perto de um consenso no grupo.
Lígia é alguém que deve ajudar a frear o discurso da "inexperiência" semeado pelos oposicionistas nos primeiros debates. Já que, como vice, Lígia possui em seu currículo dois mandatos.
O nome de Lígia, contudo, não será capaz de 'equalizar' as fissuras da base em torno da escolha. É que diferentemente de 2014, quando Ricardo não tinha outras opções, agora o grupo governista possuía diversos nomes. Alguns deles com interesses e projetos próprios - que certamente não serão contemplados com a escolha.

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