COTIDIANO
Policial militar é preso suspeito de matar homem após abordagem para localizar carro na BR-101
Segundo a Polícia Civil, PM foi acionado por seguradora para localizar o veículo e atirou contra a vítima durante a abordagem. Homem morreu no local.
Publicado em 24/08/2026 às 20:38

Um policial militar foi preso nesta segunda-feira (24), suspeito de matar Leonardo Leno Ramos de Araújo, de 35 anos, em Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba. O crime aconteceu na última quinta-feira (20), às margens da BR-101.
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Inicialmente, o caso foi registrado como uma perseguição a um carro que teria sido roubado, seguida de troca de tiros. As investigações, porém, apontaram que o veículo era, na verdade, de propriedade da vítima.
Segundo a Polícia Civil, a esposa de Leonardo acionou a seguradora depois que o marido demorou a entrar em contato com ela. A empresa, então, acionou o policial militar, que prestava serviço para a seguradora, para tentar localizar o veículo.
O policial localizou o carro e abordou o motorista. Segundo as investigações, Leonardo não teria parado e o policial efetuou disparos contra o veículo. A vítima foi atingida por vários tiros e morreu no local.
O policial foi preso nesta segunda-feira. Ele deve passar por audiência de custódia nesta terça-feira (25).
Em nota, a Polícia Militar informou que vai adotar as providências administrativas cabíveis e instaurar o procedimento necessário para a apuração dos fatos.
Relembre o caso
O caso aconteceu no km 117 da BR-101, em Caaporã. Leonardo Leno Ramos de Araújo, de 35 anos, estava no veículo acompanhado de outra pessoa, que não ficou ferida.
Na versão apresentada inicialmente pela Polícia Militar, um policial que estava à paisana teria reconhecido o carro como sendo roubado. Ele pediu reforço e iniciou uma perseguição ao veículo.
Durante a perseguição, o motorista teria tentado fugir pela mata. Ferido pelos disparos, ele morreu ainda no local. A perícia identificou pelo menos cinco marcas de tiros no corpo da vítima.
Após a ocorrência, o corpo foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica (IPC), em João Pessoa.
O caso é investigado pelo Núcleo de Homicídios da Polícia Civil de Alhandra.

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