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COTIDIANO

Delegado e agentes presos em João Pessoa: MP entra com ação por improbidade administrativa

Nova ação pede bloqueio de bens para ressarcimento aos cofres públicos.

Publicado em 31/08/2026 às 21:09


					Delegado e agentes presos em João Pessoa: MP entra com ação por improbidade administrativa
- Foto: TV Globo. Gustavo Demétrio

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra o delegado Braz Morroni e os agentes da Polícia Civil, Everton Aires e Eduardo Jorge, presos por um esquema de desvio de drogas.

A ação que veio a público nesta segunda-feira (31) busca responsabilizar os três servidores na esfera cível e requer, em caráter liminar, o afastamento imediato deles das funções públicas. Além disso, pede o bloqueio de seus bens, para garantir a integral recomposição do erário e o ressarcimento do acréscimo patrimonial decorrente da prática ilícita.

A defesa de Eduardo Jorge afirmou que recebeu "com perplexidade" a nova ação relacionada à Operação Pérfidus. Informou também que tomou conhecimento do processo pela imprensa e ainda não teve acesso completo às provas que fundamentam as acusações contra ele.

A defesa de Braz Morrone e a de Everton Aires não responderam até a última atualização desta reportagem.

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Outras denúncias

O Ministério Público já havia denunciado Braz Morroni, Everton Aires e Eduardo Jorge por crimes atrelados à invasão de residências para o desvio de drogas.

Na denúncia anterior, apresentada pelo Gaeco, os três respondem por furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual.

Além da condenação criminal, o órgão pediu à Justiça a perda dos cargos públicos, a conversão da prisão temporária em preventiva e o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

De acordo com a promotoria, os investigados recebiam informações sobre locais usados para armazenar drogas e realizavam incursões nos imóveis. Em seguida, registravam oficialmente apenas uma pequena parte do material apreendido.

A acusação é sustentada por provas obtidas por meio de análise de celulares, dados de geolocalização da viatura utilizada na ação, quebra de sigilos telemático, bancário e fiscal, além de monitoramento, documentos e depoimentos.

Os investigados Everton Rychelyson da Silva Aires, Eduardo Jorge Ferreira do Egito e o delegado Braz Marroni de Paiva Junior eram lotados na Delegacia de Crimes contra o Patrimônio.

Segundo o MPPB, o delegado e os agentes usavam a condição de policiais para se apropriar de entorpecentes apreendidos e subtrair drogas de terceiros. Eles simulavam ações policiais para depois revender o material de forma ilícita.

Imagem

Jornal da Paraíba

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