CULTURA
Morre Netinho, ícone do axé, aos 60 anos
O cantor enfrentava um câncer do sistema linfático e estava em um hospital de Salvador.
Publicado em 13/10/2026 às 11:27

Netinho, um dos principais cantores do axé, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos. Ele estava em um hospital de Salvador e enfrentava um câncer do sistema linfático há mais de um ano.
A informação sobre a morte do cantor foi confirmada pelo g1. O velório e a cremação serão realizados de forma reservada, em uma cerimônia restrita a familiares e amigos próximos, segundo assessoria do artista.
Um dos maiores sucessos do cantor é a música "Mila", uma das principais canções do axé do país.
Em março de 2025, após ser internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, Netinho anunciou que foi diagnosticado com câncer do sistema linfático.
Vida e carreira

Netinho nasceu em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, em 12 de julho de 1966. Aos 14 anos, a mãe dele deu o primeiro violão dele.
O cantor ingressou no curso de Engenharia Civil, na Universidade Católica do Salvador (Ucsal), aos 16 anos, e conciliava os cursos com pequenos shows em escolas.
Netinho estreou como cantor da Banda Beijo no Carnaval de Salvador em 1988. No mesmo ano, se tornou sucesso em todo o país com o hit "Beijo na Boca".
Outras canções como "Estrela primeira", "Barracos" e "A vida é festa" também se tornaram conhecidas pelo público.
Em 19996, três anos após o cantor começar a carreira solo, a música "Mila" se tornou um dos símbolos do axé.
Netinho também trabalhou como empresário. Ele abriu um estúdio de gravações e mixagem no Rio de Janeiro, por onde passaram nomes como Maria Bethânia, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Laura Pausini e Lenny Kravitz.
O artista ainda criou um selo para lançar novos artistas baianos.
Entre 1997 e 2003, foi casado com a jornalista Mariana Trindade, com quem teve uma filha, Bruna Trindade. Em 2010, o artista assumiu publicamente ser bisexual.
Em 2013, Netinho sofreu três acidentes vasculares cerebrais. O músico perdeu a voz em decorrência dos AVCs e ficou quatro anos sem se apresentar no Carnaval de Salvador.

Comentários