COTIDIANO
Suspeitos da morte de bebê com mais de 20 facadas são transferidos para João Pessoa
Segundo a SEAP, o homem foi encaminhado para o PB1, e a mulher para a Penitenciária Júlia Maranhão.
Publicado em 17/10/2026 às 10:25 | Atualizado em 17/10/2026 às 12:13

Os suspeitos de matar o filho, um bebê de 23 dias, com 24 facadas, em Patos, no Sertão da Paraíba, foram transferidos para João Pessoa nesta sexta-feira (16). O recém-nascido foi sepultado nesta sexta-feira (15), em Malta, também no Sertão.
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), o homem foi encaminhado para a Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes, conhecida popularmente como PB1. A mulher foi transferida para a Penitenciária Júlia Maranhão. Ambos estão em isolamento.
O caso ocorreu na quarta-feira (14). Os dois foram presos em flagrante, mas tiveram as prisões convertidas em preventiva. Ambos podem responder por homicídio qualificado e omissão.
Antes da transferência, o homem foi encaminhado para o Presídio Masculino Romero Nóbrega, em Patos, e a mulher para o Presídio Regional Feminino, também em Patos.
Bebê agonizou antes de morrer
O bebê de 23 dias, encontrado morto na quarta-feira (14), sofreu 24 facadas, segundo a perícia.
De acordo com o perito do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) da cidade, Dionísio Filho, a criança não morreu imediatamente após os golpes e agonizou antes de morrer.
Os pais, ambos de 19 anos, são suspeitos do crime e não tiveram as identidades divulgadas.
Segundo o perito, 13 ferimentos atingiram a parte posterior do corpo, incluindo as costas e os braços. Outros 11 foram registrados na parte frontal, no abdômen, no rosto e no tórax.
Uma das facadas perfurou o coração do bebê. As informações sobre as circunstâncias da morte foram apuradas pela TV Paraíba.
O pai e a mãe foram autuados em flagrante na quarta-feira (14), suspeitos de homicídio qualificado e omissão. A audiência de custódia dos dois aconteceu nesta quinta-feira (15).
Conforme a Polícia Civil, após serem detidos inicialmente e ouvidos em depoimento, os dois apresentaram versões conflitantes sobre o que teria ocorrido e atribuíram um ao outro o cometimento do crime.
Apesar da tipificação dos crimes, as investigações seguem para delimitar a participação de ambos no caso.
De acordo com o delegado Gilson Duarte, duas hipóteses são investigadas: a primeira é se a mulher agiu sozinha; a segunda é se o homem participou do crime junto com ela.
Também é avaliada uma suposta omissão do pai na morte do bebê.
O delegado informou ainda que, após as prisões, as versões conflitantes nos depoimentos foram comparadas com versões de testemunhas do caso.
A polícia ouviu vizinhos e também pessoas que passavam na rua da residência onde o crime aconteceu.
Entre as inconsistências dos depoimentos, de acordo com o delegado, está uma versão apresentada pela mulher. Ela teria dito que filmou o ocorrido, mas, ao averiguar o aparelho, a polícia não encontrou nenhum vídeo relacionado ao crime.

Comentários