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QUAL A BOA?

Do algodão ao crochê: casamento de Juliette tem produção de agricultores e artesãs da Paraíba

Algodão plantado em Remígio substituiu flores na decoração e bolsas de crochê feitas em Boqueirão foram distribuídas aos convidados.

Publicado em 30/10/2026 às 18:15 | Atualizado em 30/10/2026 às 19:38


					Do algodão ao crochê: casamento de Juliette tem produção de agricultores e artesãs da Paraíba
Casamento de Juliette teve algodão e bolsas de crochê produzidos na PB. Reprodução

A cantora e influenciadora paraibana Juliette Freire levou elementos da agricultura familiar e do artesanato do Agreste da Paraíba para seu casamento com o atleta Kaíque Cerveny. Realizada nesta quinta-feira (29), no Instituto Ricardo Brennand, em Recife, a celebração teve capulhos de algodão na decoração e bolsas de crochê como lembranças para os convidados.

No lugar das tradicionais flores, foram utilizados 12,5 mil galhos de algodão branco e colorido, produzidos por agricultores familiares de Remígio, no Agreste paraibano. Já as lembrancinhas foram confeccionadas por artesãs da Associação das Crocheteiras do Lajeiro do Marinho, em Boqueirão.

Algodão da agricultura familiar na decoração

O algodão utilizado na decoração foi fornecido pela Rede Borborema de Agroecologia, associação com sede no assentamento Queimadas, em Remígio, e atuação também em Casserengue, Barra de Santa Rosa, Algodão de Jandaíra e Areia.

Segundo a associação, foram utilizados 5 mil galhos de algodão branco e 7,5 mil de algodão colorido. A escolha faz referência à tradição paraibana na produção da fibra, especialmente do algodão colorido, que tem reconhecimento internacional.

De acordo com Suzana Aguiar, representante da Rede Borborema de Agroecologia, foram 150 dias entre o plantio e a colheita. Ela destacou que os agricultores receberam pagamento pelo fornecimento do material, mas que, após a celebração, Juliette devolveu os capulhos à associação para que fossem reaproveitados na cadeia produtiva.

“Os agricultores receberam um pagamento para fornecer esse algodão, mas aí a Juliette doou esse algodão de volta para que ele não tenha desperdício no casamento”, explicou.

Suzana também destacou a importância da iniciativa para dar visibilidade ao trabalho dos produtores e gerar renda para as famílias envolvidas.

“O algodão foi o principal elemento do casamento, que é símbolo nordestino de resistência, a visibilidade para os nossos agricultores e agricultoras. Além de ter gerado renda para as famílias, que se sentiram pertencentes à celebração”, afirmou.

Bolsas de crochê feitas em Boqueirão

As lembranças distribuídas aos convidados também incluíram bolsas produzidas na Paraíba. Ao todo, 300 bolsas de crochê foram confeccionadas pela Associação das Crocheteiras do Lajeiro do Marinho, em Boqueirão, também no Agreste do estado.

Segundo Maria Suelene, representante das artesãs, a produção foi concluída em pouco mais de dois meses. Ela comemorou a oportunidade de levar o trabalho do grupo para uma celebração com repercussão nacional.

“É muito prazeroso ver o nosso trabalho, a nossa arte pelo mundo afora; é muito gratificante”, disse a artesã.

Imagem

Jornal da Paraíba

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