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COTIDIANO

Estudante com deficiência denuncia falta de acessibilidade em festa na PB: ‘Foi muito difícil’

Celebração aconteceu no dia 27 de outubro, em João Pessoa, e marcou o início de uma graduação em psicologia em uma instituição privada.

Publicado em 03/11/2026 às 18:47


					Estudante com deficiência denuncia falta de acessibilidade em festa na PB: ‘Foi muito difícil’
Renally Vidal precisou ficar separada da turma em foto oficial por falta de acessibilidade. Renally Vidal/Arquivo pessoal

A estudante de psicologia Renally Vidal, de 30 anos, relatou ter passado por um constrangimento durante uma cerimônia de entrega de jalecos em um centro universitário em Campina Grande. Ela tem Atrofia Muscular Espinhal (AME) e usa cadeira de rodas. Por falta de acessibilidade, a estudante participou de parte da celebração separada dos colegas.

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A situação aconteceu no dia 27 de outubro e gerou debates nas redes sociais sobre os desafios enfrentados por pessoas com deficiência. Na ocasião, Renally participava de uma cerimônia em que os estudantes recebem os jalecos no início da graduação.

Segundo Renally, ela decidiu tornar o caso público para chamar a atenção para a importância da acessibilidade para pessoas com deficiência.

“A questão não é simplesmente estar em cima ou embaixo de um palco. É sobre dignidade, igualdade de participação e, principalmente, respeito à pessoa com deficiência”, disse.

Ao falar sobre o assunto, a estudante também relatou que não iria participar da entrega dos jalecos por conta da falta de acessibilidade do palco. No entanto, sua madrinha e prima, Ana Paula Vidal, interveio para que ela pudesse participar do momento e receber o jaleco.

“Quero deixar claro: não foi uma iniciativa da universidade para garantir minha participação em igualdade de condições. Foi a insistência da minha madrinha que fez com que eu conseguisse receber o jaleco no palco, como os demais estudantes”, contou.

Ainda segundo Renally, depois da entrega dos jalecos, ela não foi informada sobre as outras etapas da cerimônia.

Durante a solenidade, apenas o juramento da turma foi realizado na parte de baixo do palco. Já nas fotos oficiais com o coordenador do curso, a estudante ficou separada dos colegas.

“Emocionalmente, foi muito difícil. Naquele momento, eu travei. Não consegui reagir da maneira como talvez as pessoas esperassem. Só quem vive uma situação de exclusão sabe o impacto que ela causa. Eu estava realizando um sonho, começando uma etapa importante da minha vida, mas precisei lidar com a sensação de não pertencer a um espaço que também era meu”.

Posicionamento da instituição

Em nota, a Unifacisa, centro universitário onde ocorreu o constrangimento, lamentou o ocorrido e afirmou que o problema foi causado por uma falha na organização do deslocamento dos estudantes para a foto coletiva.

A instituição também reconheceu o transtorno causado à estudante e afirmou que está disposta a ouví-la e a convidá-la para contribuir com a revisão dos procedimentos, com o objetivo de evitar que situações semelhantes aconteçam novamente.

Imagem

Jornal da Paraíba

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