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VAMOS TRABALHAR

Dona Lúcia conseguiu o primeiro emprego aos 38 superando o preconceito

Conheça histórias de quem está na ativa.

Publicado em 18/07/2010 às 7:51

Karoline Zilah

De acordo com Ronaldo Trigueiro, gerente da loja na avenida Epitácio Pessoa, em Miramar, atualmente em sua unidade não existe uma faixa etária pré-determinada, mas a presença de funcionários de idades diversificadas é garantida. Para muitos destes contratados, a política da empresa é uma chance de retornar ao mercado de trabalho, ou ainda, a primeira oportunidade de emprego fora de casa.

Estes são exatamente os casos da empacotadora Lúcia Patrício dos Santos, de 47 anos, e da operadora de caixa Maria Gorete da Silva, de 49. Dona Lúcia está há nove anos no supermercado, e nunca havia trabalhado fora de casa. Ela chegou do interior para a Capital como dona de casa para se tornar empregada com carteira assinada.

Aos 38 anos, cuidando dos três filhos e do marido, ao se fixar em João Pessoa ela sentiu a necessidade de auxiliar na renda da família e se aventurar em uma profissão fora de casa. Sem conhecer ninguém e enfrentando preconceitos por não ter experiências profissioinais anteriores, ela bateu perna até que resolveu deixar um currículo no supermercado.

No dia seguinte, dona Lúcia (foto) foi chamada para uma entrevista de emprego e já foi contratada. Além de receber treinamento sobre sua atividade e o atendimento ao cliente, ela teve a oportunidade de concluir o Ensino Médio por meio de um programa educacional da empresa. Porém, em nove anos exercendo a mesma função, ela preferiu não trocar de especialidade. Segundo dona Lúcia, ela já teve a oportunidade de mudar de setor, mas se sente tão à vontade com o que faz que preferiu continuar na frente de loja.

Para o gerente Ronaldo Trigueiro, a disposição, a paciência e a habilidade de se comunicar com os cliente são as maiores qualidades agregadas por quem assume um emprego com mais experiência de vida. “O jovem quer ganhar o mundo e pensa em ser promovido rapidamente. Quando ele encontra outra oportunidade que pareça ser melhor à primeira vista, ele se desapega rapidamente do emprego. Às vezes, é tão agitado que não consegue se concentrar no serviço”, reforçou, sobre os diferenciais que a empresa viu em Lúcia e Goreti.

No caso de Maria Goreti (foto), ela mudou totalmente de profissão quando veio de Recife para João Pessoa com o marido. Após trabalhar por 13 anos como auxiliar de setor de pessoal em uma empresa de ônibus, ela veio à Paraíba e engravidou.

Para complicar, pouco tempo depois se separou do marido e se viu na obrigação de arranjar um emprego para sustentar a família. Ela foi contratada pela rede de supermercados como empacotadora aos 41 anos.

Para transitar de uma área tão diferente para o ramo do comércio, ela engoliu o preconceito e considerou o fato de que nem toda empresa estava disposta a contratar alguém com sua idade. Assim, ela resolveu aceitar a oportunidade que surgiu e dedicar-se para alcançar melhores postos, escalando para a função de operadora de caixa. Hoje ela se considera independente, devido à sua condição profissional estável.

“O projeto mantém essas pessoas dentro de uma atividade regular, convivendo num ambiente de trabalho e aumentando a sua autoestima”, diz Rogeana Antunes, coordenadora de Recursos Humanos da rede em João Pessoa.

Imagem

Jornal da Paraíba

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