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COTIDIANO

Proteção solar é indispensável durante exposição ao sol

 Uso de protetor e bloqueador solar é fundamental para evitar queimaduras durante exposição ao sol. Entenda a diferença entre os produtos

Publicado em 25/01/2015 às 8:00 | Atualizado em 27/02/2024 às 18:15

Temporada de verão com praias cheias e muita gente passando horas sob o sol para ficar com a pele bronzeada. O uso de óculos escuros e chapéus são comuns entre muitos banhistas e pessoas que se expõem ao sol, mas nem todo mundo protege a pele como deveria e acaba esquecendo de usar os filtros solares. Os cosméticos se apresentam com texturas em creme, gel e fluído, com fatores de proteção de 15 a 60, e divididos entre bloqueadores e protetores. Diante de tanta informação, como escolher o protetor ou bloqueador solar para proteger a pele?
A gestora de Recursos Humanos Fabiane Marques leva os dois tipos de produtos na bolsa e ainda um protetor solar específico para crianças, que ela utiliza na filha de quatro anos, sempre que vai à praia. Na opinião dela, com o protetor solar é possível "pegar uma corzinha" sem prejudicar a pele. Já com o bloqueador, a ação de proteção é mais forte. “Utilizo os dois tipos, mas acredito que com o bloqueador você não fica com o aspecto bronzeado. Na dúvida, utilizo produtos que misturam as duas ações e sempre com o fator de proteção acima de 30”, revela.

O comentário de Fabiane Marques acompanham as explicações do médico dermatologista Victor Miguel Fernandes. Ele explica que a diferença entre o bloqueador e o protetor está na composição e função das substâncias que compõem os cosméticos. Contudo, os dois produtos são indispensáveis para manter a pele saudável durante a exposição ao sol.

“Os protetores solares são filtros solares com agentes químicos na sua composição. Eles são absorvidos pela pele e neutralizam a radiação solar. Já os bloqueadores solares são filtros solares com agentes físicos como o dióxido de titânio e óxido de zinco. Estes não são absorvidos pela pele e formam uma barreira na superfície que refletem a luz do sol. No entanto, a maioria dos filtros solares tem agentes físicos e químicos, exercendo ações protetoras e bloqueadoras que se combinam”, detalha o especialista.

O médico lembra ainda que os bloqueadores costumam ser mais usados e indicados para pessoas com a pele mais sensível, gestantes e crianças, “pois como têm menos química, têm também menor chance de desencadear alergias nesses pacientes”, alertou.

A recomendação é seguida a risca por Fabiane Marques, que utiliza um bloqueador indicado para crianças na filha dela, a pequena Bianca de quatro anos. “O protetor dela é o primeiro que coloco na bolsa, porque as crianças têm a pele mais sensível”, completa a mãe.

“O uso do filtro solar pode ser iniciado em crianças acima de seis meses. Abaixo desta idade, a criança deve ter uma exposição solar leve o suficiente para não necessitar de uso desses produtos. A criança com menos de seis meses tem a pele muito fina e o uso de filtros solares pode desencadear irritações e alergias. Acima dessa idade, os pais devem usar preferencialmente filtros solares designados como infantil”, indica Victor Miguel.

3 Perguntas

Para Victor Miguel Fernandes

Médico dermatologista

JP: Como usar o filtro solar?
Independente da cor da pele deve escolher um filtro solar com fator 30 ou maior. O produto deve ser aplicado em uma quantidade generosa nas áreas expostas ao sol e reaplicado a cada três horas. Caso a pessoa entre no mar ou na piscina, a reaplicação deve ser feita a cada duas horas, o mesmo vale se a pessoa estiver exposta ao vento forte ou suando.

JP: Qual o melhor tipo de filtro solar: creme, gel ou fluido?
Pessoas com pele oleosa geralmente se sentem melhor com loções livres de óleo (oil free), gel ou fluido. Já indivíduos com pele seca se dão bem com os cremes por serem mais hidratantes. Quem tem manchas na pele tem boa indicação nos produtos com tonalizantes. O ideal é o paciente procurar o auxílio do dermatologista para que seja indicada a melhor opção de acordo com as características e necessidades de cada um.

Loções caseiras podem causar lesões na pele


Pele bronzeada nem sempre é sinônimo de saúde. Para ficar com a tão sonhada 'cor do verão', muita gente lança mão de bronzeadores (em óleos ou cremes) e até de misturas caseiras, como mel, gelatina, chocolate, além da tão comum água oxigenada. Além da falta de filtro solar, os bronzeadores e as misturas podem causar manchas e até queimaduras na pele.

Bronzeadores e outros produtos semelhantes que agridem a pele definitivamente não estão na lista das coisas que a estudante Fernanda Andrade leva quando vai à praia. A preocupação com a proteção da pele vai além dos momentos de lazer no mar ou na piscina e o protetor solar acompanha a jovem também quando ela sai de casa e sabe que vai se expor ao sol. “Nunca gostei de bronzeador e não acho legal ficar com a pele muito queimada. O que eu uso sempre é o protetor solar, seja na praia ou no dia a dia, porque o sol está muito forte e sem falar na radiação que está alta”, destaca a jovem.

A prática de Fernanda é o mais recomendado pelos dermatologistas que alertam sobre os perigos do uso de bronzeadores e misturas de produtos diversos para o bronzeamento. Segundo a dermatologista Karla Renata Freire, os bronzeadores não possuem o filtro de proteção adequada à pele, a maioria dos produtos tem Fator de Proteção Solar (FPS) 8, além de proporcionar riscos de queimaduras e manchas no corpo.

“O próprio bronzeamento é uma agressão à pele e o ato de você se bronzear é o seu organismo que está produzindo melanina em resposta à agressão que o sol provocou no corpo. Então, a gente tem os efeitos nocivos imediatos, como descamação e queimaduras de 1º e 2º graus, explica a médica. Ela lembra ainda que pessoas que ficaram expostas ao sol sem proteger a pele adequadamente na infância tem quatro vezes maior risco de sofrer com câncer de pele na idade adulta.

Sobre as misturas caseiras mirabolantes, o alerta é o mesmo e ainda com o agravante de reações alérgicas. Mesmo as receitas contendo elementos naturais, como óleos de sementes, unidas com outros ingredientes sofrem reações químicas que podem resultar em lesões. “O perigo das misturas é que você está fazendo várias reações químicas e a soma disso é que você pode ter uma dermatite, queimaduras e manchas. O mesmo cuidado com as misturas é o que se deve ter ao ingerir frutas cítricas se estiver exposto ao sol, pois o ácido pode queimar ou manchar a pele”, adverte Karla Renata.

Por fim, a médica indica a exposição contínua ao sol apenas até as 9h30 ou após as 16h, sempre com protetor solar.

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Jornal da Paraíba

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