COTIDIANO
14 ficam feridos em rebelião do Roger
Vários disparos de armas não letais e de fogo foram usados para impedir a matança entre os presos.
Publicado em 18/08/2012 às 8:00
Pelo menos 14 detentos da Penintenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega (Presídio do Roger), em João Pessoa, ficaram feridos após uma rebelião na tarde de ontem – dia de visitas de dois dos seis pavilhões do local. O motim, causado por brigas entre as duas 'facções' rivais presentes no presídio, teve início por volta das 14h30 e foi contido cerca de uma hora depois.
Vários disparos de armas não letais e de fogo foram usados para impedir a matança entre os presos. Segundo a assessoria da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), a confusão foi causada por desavenças entre os detentos do pavilhão quatro e os dos pavilhões cinco e seis - que recebiam as visitas.
Os primeiros teriam ficado nus quando da chegada das mulheres dos demais apenados, que reagiram à provocação atirando pedras e queimando colchões na tentativa de incendiar as celas do pavilhão quatro.
“Houve um emprego imediato de força dos agentes plantonistas e dos policiais militares que fazem a guarda do presídio, que foi essencial para evitar um banho de sangue entre os detentos.
Eles fizeram a contenção inicial até a chegada da Tropa de Choque e do Batalhão de Operações Especiais – que finalizaram o controle”, afirmou o gerente executivo do Sistema Penitenciário da Paraíba (Seap), tenente-coronel Arnaldo Sobrinho.
Ainda segundo ele, os presos dos dois pavilhões que recebiam visitas (o cinco e o seis) tentaram burlar uma cerca dupla e invadir as celas do pavilhão quatro. Quando a rebelião teve início, integrantes da Pastoral Carcerária estavam realizando um trabalho religioso que acontece todas as sextas-feiras no Róger e houve muita correria.
“Toda tarde fazemos um culto em prol da ressocialização dos presos. Quando a atividade já estava terminando, os presos começaram a discutir, jogar pedras, pau. Nós ficamos todos aflitos, sem saber o que fazer”, relatou o integrante da Pastoral Carcerária, Massilon Ramos.
Segundo o comandante do Policiamento Regional Metropolitano (CPRM), coronel Carlos Americo, cerca de 100 homens participaram da intervenção e do cerco ao Róger - entre eles integrantes da Força Tática, Choque, Policiamento ambiental e Cavalaria.
No final da tarde, foi feita uma ação de varredura e contagem dos presos. Por volta das 18h30 ainda havia muita movimentação em frente ao presídio, com a saída de alguns detentos feridos e retorno de pelo menos sete deles que já haviam recebido atendimento hospitalar. Alguns chegaram com ataduras na cabeça, braço, perna ou manchas de sangue na roupa.
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