VIDA URBANA
CEDH pode levar caso Rebeca para Corte da OEA
A informação foi repassada ontem pelo membro do CEDH e promotor de Justiça Marinho Mendes.
Publicado em 09/08/2014 às 6:00 | Atualizado em 05/03/2024 às 14:23
O Conselho Estadual de Direitos Humanos da Paraíba (CEDH-PB) poderá levar o caso do assassinato da estudante Rebeca Cristina Alves Simões, de 15 anos, assassinada em julho de 2011, para a Corte Americana Direitos Humanos, órgão vinculado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (OEA), até o final deste ano.
A informação foi repassada ontem pelo membro do CEDH e promotor de Justiça Marinho Mendes. O promotor contou que recebeu informações de uma mulher que teria apontado dois homens, que seriam ligados a policiais, como possíveis envolvidos no caso. “Apenas um desses homens que a moça nos revelou foi interrogado pela Polícia Civil sob suspeita de ter participado de um outro assassinato. Pelas informações que chegaram até o Conselho, acreditamos que os envolvidos na morte de Rebeca podem ser pessoas ligadas à Polícia”, disse Marinho Mendes.
O inquérito que investiga a morte da adolescente está sob a responsabilidade do delegado do Grupo de Operações Especiais (GOE), Glauber Fialho. Antes dele, outros sete delegados conduziram as investigações. Porém, sem êxito.
Tanto Glauber Fialho quanto o Secretário de Segurança e Defesa Social do Estado, Cláudio Lima, alegam que as investigações nunca pararam e nesses três anos foram escutadas 120 pessoas, entre suspeitos, familiares e pessoas do círculo de convivência da garota.
“Tenha certeza que nunca faltou empenho nosso, mas a gente não pode cometer injustiça. Não pode sair denunciando pessoas. As especulações existem porque o caso chocou muito. Mas nós fizemos várias diligencias. Fomos até o Rio de Janeiro em busca de pessoas suspeitas de envolvimento com o crime”, afirmou Cláudio Lima.
Já o delegado Glauber Fialho apontou a ausência de testemunhas como o principal obstáculo para o desfecho do crime. “As primeiras 48 horas são fundamentais e nesse caso nós temos três momentos distintos: o rapto da menina, o estupro e a execução. O que chama a atenção é que nessas três situações ninguém viu nada”, completou o delegado.
A mãe da adolescente, Tereza Cristina Alves, informou que sempre mantém contato com a polícia e disse que só tem a esperar, assim como fez nesses três anos. “Não pude viver o luto da minha filha. Mas se eu tivesse me calado, tenho certeza que esse inquérito estaria engavetado. Por isso, continuo lutando”, lamentou.

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