POLÍTICA
PT diz que acata decisão do PSB de não indicar cargos na PMJP
Diretório municipal do PSB tomou a decisão de não indicar nomes para compor a equipe de auxiliares do prefeito da capital, Luciano Cartaxo.
Publicado em 29/01/2015 às 9:23
Não foi surpresa para o PT a decisão do PSB de não indicar nomes para compor a equipe de auxiliares do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo. Os socialistas se reuniram ontem à noite e deliberaram não participar da gestão do PT, "por entender que alianças podem ser construídas e consolidadas sem, obrigatoriamente, ter participação em cargo públicos", diz a nota divulgada pelo partido ao final do encontro. No entanto, o PSB liberou os seus filiados, caso convidados, a assumirem cargos no governo do PT.
Para o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Charlinton Machado, a posição do PSB em nada abala a aliança feita nas eleições de 2014, quando o PT subiu no palanque do governador Ricardo Coutinho. "Nós nunca colocamos nenhuma expectativa se o PSB iria ou não iria compor o governo. Deixamos o PSB à vontade desde o primeiro momento. Fizemos um convite partidário, porque compomos uma aliança também no governo do Estado e entendemos que é importante o PSB contribuir com a gestão municipal do PT. O PSB diz no seu documento que continuará dando sustentação política, que a aliança não se faz necessariamente com a composição no governo, o que nós também concordamos. Não temos, a partir dessa decisão do PSB, nenhum conflito a se instaurar na relação PT/PSB. Apenas dizer que é uma decisão que cabe ao PSB e o PSB na condição de autonomia que lhe cabe tomou essa decisão de não participar do nosso governo", afirmou.
O PSB também se posicionou sobre as alianças para as eleições de 2016 e decidiu que a bancada do partido na Câmara Municipal deve votar favorável "a tudo aquilo que seja positivo para a cidade de João Pessoa e sua população, sem se furtar à obrigação de apresentar propostas e sugestões, conforme o ideário e a práxis do PSB". Sobre esse ponto da nota, o presidente do PT, Charliton Machado, disse não ter nada a opor. "Nós não fizemos um acordão em 2014, pensando em 2016. Quando nós fizemos a aliança com o governador Ricardo Coutinho fizemos pensando num projeto para retomada de um movimento político naquele ano de 2014, um novo governo, uma nova perspectiva de governabilidade. A aliança se constituiu em torno disso. Agora, toda aliança que se faz se pensa num projeto duradouro".
Já sobre a decisão do PSB de liberar sua bancada para votar de acordo com a sua consciência, Charlinton Machado afirmou que se trata de uma prerrogativa do parlamentar. "Pelo que eu venho acompanhando o vereador Renato Martins tem se posicionado de uma forma que é contribuir com a gestão. Acho que com o vereador Zezinho do Botafogo não será diferente. Então, isso é uma prerrogativa do parlamentar. Do mesmo jeito que os nossos parlamentares votarão com a sua consciência na Assembleia Legislativa. Terão o papel de contribuir com o governo votando a favor daquilo que for melhor para o povo. Isso não demanda nada de absolutamente diferente do que é uma prerrogativa do parlamentar. Bancada de sustentação não significa ser bancada de omissão. Significa ser bancada de participação e de opinião política forte. E até de divergência em alguns momentos".
O dirigente petista se mostrou confiante de que a aliança PT/PSB perdurará por muitos anos. "Não tenho nenhuma dúvida. As alianças serão constituídas no momento correto em 2016 e o ponto fundamental para que as alianças se consolidem é que os governos exerçam na sua plenitude aquilo que lhe foi demandado pelo eleitorado na eleição anterior, que é fazer um bom governo, cumprir uma carta programa e chegar na eleição de 2016 com um saldo muito positivo da sua gestão. Isso será um ponto fundamental para qualquer gestor. E eu não tenho dúvidas também que o prefeito Luciano Cartaxo terá muito a mostrar em 2016 para que a gente possa não só agregar o PSB, agregar o PMDB e outros partidos e fazer uma grande aliança para continuar mudando João Pessoa", destacou.

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