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ECONOMIA

Bovespa reverte tendência e fecha com alta de 1,3%

Anúncio de plano imobiliário nos EUA reverteu rumo do pregão. Mais cedo, bolsa havia caído mais de 5% com pessimismo sobre empresas.

Publicado em 11/11/2008 às 18:06

Do G1

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou o pregão desta terça-feira (11) no azul, após ter operado em baixa durante quase todo o dia. O índice Ibovespa - o principal indicador da bolsa paulista - teve alta de 1,32%, aos 37.261 pontos. O giro financeiro foi de R$ 3,3 bilhões.

As cotações do mercado financeiro se reverteram após o anúncio de um plano de ajuda a mutuários em dificuldades nos EUA. Mais cedo, a Bovespa havia registrado queda superior a 5%, com os investidores reagindo negativamente aos resultados corporativos de empresas norte-americanas, como a General Motors e a AIG.

Nos EUA, no entanto, o mercado não registrou uma reação semelhante e se manteve no vermelho. Por volta das 18h10 de Brasília, o índice Dow Jones - principal referência da Bolsa de Nova York - mostrava queda de 1,56%.

Os investidores também agiram sobre a expectativa da divulgação dos resultados trimestrais da Petrobras, que serão divulgados após o encerramento dos negócios. No dia, as ações ON da empresa registraram queda de 1,91%, aos R$ 28,73%.

Panorama internacional

As bolsas de valores européias terminaram em queda nesta terça-feira (11), pressionadas por ações do setor bancário e pelos papéis ligados às commodities. O índice das principais ações européias FTSEurofirst 300 caiu 4,01%, a 885 pontos, depois de ter subido 0,9% na véspera. Em Londres, a queda foi de 3,57%. Em Paris, as perdas foram de 4,83% e em Frankfurt, de 5,25%.

Na Ásia, o índice Nikkei de Tóquio concluiu o dia com perdas de 2,99%. Em Seul, o índice Kospi cedeu 23,73 pontos, ou 2,06%. O indicador de valores tecnológicos Kosdaq registrou queda de 1,94%. A Bolsa de Xangai teve balanço negativo: -1,66%. Em Hong Kong, a queda foi a mais significativa, pois o índice Hang Seng chegou a 4,77%. Em Cingapura, a baixa do Strait Times foi de 2,92%.

Empresas em crise

Mais cedo, a bolsa havia recuado com a preocupação dos investidores de que a crise de crédito estaria revelando seus impactos na economia real. A principal fonte de preocupação do mercado foi a GM, cujas ações da empresa tombaram para o menor nível em 62 anos, puxadas por perdas bilionárias e declarações de que a empresa estaria lutando contra a falência.

Além disso, a seguradora AIG anunciou que teve prejuízo recorde e terá ajuda adicional do governo americano. A avaliação dos agentes é de que embora o pacote de estímulo de crescimento na China seja relevante e positivo, a decisão em si tem pouco efeito para a economia americana, apenas para empresas com operações no país asiático.

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Jornal da Paraíba

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