VIDA URBANA
Missa e homenagens marcam dia da morte de João Pessoa
Solenidades religiosas e cívicas marcam 82º aniversário de morte do ex-presidente da Paraíba, João Pessoa.
Publicado em 27/07/2012 às 6:00
O 82º aniversário da morte do ex-presidente da Paraíba, João Pessoa, foi lembrado ontem, durante solenidades religiosas e cívicas, realizadas na capital paraibana. Com flores colocadas no túmulo e fazendo relatos históricos, parentes, autoridades e pesquisadores destacaram a importância do político que governou o Estado, na década de 20. As homenagens começaram às 9h, com a celebração de uma missa, na Igreja da Misericórdia, no Centro de João Pessoa.
A cerimônia foi celebrada pelo monsenhor Virgílio Bezerra de Almeida, vigário-geral da Arquidiocese da Paraíba. Durante a missa, o religioso afirmou que João Pessoa foi um político inovador. “Quando governou a Paraíba, João Pessoa já falava em reforma tributária, numa época em que esse assunto ainda era novidade no Brasil. Hoje, a reforma tributária é uma medida que se faz necessária para a saúde da economia do país”, disse o vigário.
A celebração foi assistida por pessoas anônimas e autoridades.
Além de parentes do ex-presidente, estavam presentes o deputado estadual João Gonçalves, que representou a Assembleia Legislativa; o chefe da Casa Civil, Lúcio Flávio, que representou o Governo do Estado e oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. A Prefeitura de João Pessoa e a Câmara Municipal de Vereadores não enviaram representantes à celebração.
Familiares do ex-governante criticaram a ausência de autoridades políticas nas homenagens. Para o defensor público João Miranda, sobrinho-neto de João Pessoa, a história do ex-presidente não pode ser esquecida. “Ele foi um homem à frente do seu tempo, que quebrou alguns tabus. Naquela época, ele já era contrário à reeleição de deputados e a favor que presos trabalhassem na construção de estradas. Por causa disso, foi muito criticado e acabou morto”, lembrou.
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