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VIDA URBANA

Crueldade em mortes assusta os paraibanos

Estado registrou este ano esquartejamentos, estupros coletivos e execuções sumárias.

Publicado em 01/07/2012 às 16:19


Os primeiros meses do ano vêm demonstrando uma grande incidência de crimes bárbaros, com vítimas esquartejadas, executadas a sangue frio, torturadas e em geral mortas com requintes de crueldade na Paraíba. A população está assustada e os especialistas analisam os casos como geralmente marcados por motivos irracionais, passionais ou por envolvimento da vítima em crimes como o tráfico de entorpecentes.

Não há dados oficiais relativos aos índices de crimes bárbaros na Secretaria de Estado da Segurança e Defesa Social (Seds), nem sua relação com os números gerais de homicídios em 2012.

A estatística mais atualizada sobre o total de homicídios registrados no Estado é de janeiro a maio deste ano. No período, 667 assassinatos foram contabilizados na Paraíba, de acordo com os dados oficiais do Núcleo de Análise Criminal e Estatística da Seds, divulgados em 4 de junho. Este número representa uma redução de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram notificados 697 pessoas assassinadas.

Para os especialistas, assassinatos desta natureza são objetos de repúdio e deixam marcas profundas entre familiares e amigos das vítimas e até em pessoas que não têm proximidade com os alvos da violência.

“A complexidade do tema é visível e impossibilita precisar as características predominantes, mas se pode identificar traços de personalidade compatíveis entre os que recorrem a este delito.

Existe uma relação de resolução máximo dos conflitos interiores e exteriores através da violência explícita e absoluta, onde há inclusive interesse do agressor na exposição gratuita do crime praticado”, afirma a psicóloga Silvânia Barbosa.

Segundo o cientista político José Maria Nóbrega, especialista que estuda o fenômeno da violência, tais mortes são reflexo não apenas da carência de infraestrutura do aparato estatal, como também do modo de analisar a segurança pública.

“Não existem estudos empíricos sobre isso, mas para quem faz gestão da política de segurança pública, são dados simples e fundamentais”, afirmou o pesquisador da Universidade Federal de Campina Grande.

Para o estudioso, a explosão da violência no Nordeste atinge direitos básicos de cidadania. “A desigualdade social e de renda e a pobreza não são fatores determinantes para o controle dos homicídios em taxas suportáveis. O problema está na 'engenharia institucional', ou seja, na eficácia das instituições responsáveis pela garantia da lei e da ordem”, disse.

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Jornal da Paraíba

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