POLÍTICA
Rompimento no PMDB paraibano
Publicado em 19/02/2012 às 8:00
Na avaliação do comentarista político Nonato Guedes, o rompimento entre o grupo Cunha Lima e José Maranhão (PMDB), na eleição de 1998, teve impacto na vida pública do Estado. O fato causador da ruptura teria sido a vigência do instituto da reeleição para cargos executivos, o que estimulou Maranhão, que assumiu a titularidade com a morte de Antônio Mariz, a se testar nas urnas.
“Maranhão alegava tratar-se de um direito constitucional e alimentava a expectativa de que a pretensão fosse considerada legítima e acatada pelas principais lideranças peemedebistas.
Ronaldo Cunha Lima (PSDB), entretanto, insurgiu-se contra o projeto maranhista e dispôs-se a bater chapa com prepostos do então governador pelo controle do diretório regional, a quem cabia a homologação de candidaturas”.
O racha definitivo veio acontecer na festa realizada no Campestre Clube, em Campina Grande, para comemorar o aniversário de Ronaldo Cunha Lima. Na cerimônia, Ronaldo surpreendeu a todos, insinuando que Maranhão não estava cumprindo compromissos assumidos com Campina e com seu grupo político. A certa altura, Ronaldo sugeriu que, se não tivesse condições de governar o Estado, Maranhão lhe transferisse o bastão. “Houve mal-estar no palanque, inclusive pelo tom inflamado adotado pelo “poeta”, cujo irmão, Ivandro Cunha Lima (que era cogitado para vice na chapa de Maranhão), não escondeu sua estupefação com o desenrolar dos acontecimentos.
O clima tornou-se acirrado devido à movimentação de partidários de Ronaldo e de Maranhão, que tentaram medir a intensidade de fogos de artifício espocados no interior do Campestre. Ronaldo apontou o dedo em riste para Maranhão e o ambiente saiu inteiramente de controle”.

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