POLÍTICA
Noite de Réveillon foi R$ 834 mil na capital
Maior cachê foi pago ao grupo Sambô, que recebeu R$ 320 mil.
Publicado em 05/01/2014 às 9:30 | Atualizado em 22/05/2023 às 12:41
Em uma única noite, a prefeitura de João Pessoa desembolsou R$ 834,3 mil. Esse foi o valor da festa de Réveillon na orla da capital, somando-se os custos da contratação de artistas e do show pirotécnico. Só os cachês das quatro atrações que animaram a virada do ano no palco duplo montado no Busto de Tamandaré consumiram R$ 526 mil, enquanto a queima de fogos custou R$ 229,4 mil, quase o dobro do que na virada de 2012 para 2013 quando foram gastos R$ 123 mil.
No Portal da Transparência consta que a prefeitura contratou a empresa “Piroex Eirelli EPP” para realizar um show “piromusical”, ou seja, queima de fogos acompanhada por trilha sonora. O valor foi pago para “fornecimento de balsas flutuantes, material pirotécnico e mão de obra com montagem e desmontagem e execução do espetáculo piromusical para o réveillon”. O contrato prevê a instalação das balsas em dois pontos distintos da praia de Tambaú.
O maior cachê foi pago ao grupo Sambô, que recebeu R$ 320 mil por meio da Inovashow - Produções e Publicidade Ltda. Já a banda de reggae Natiruts recebeu R$ 199.690,00, através da empresa ZeroPontoDois Entretenimentos Ltda. O valor referente à montagem do palco duplo usado na festa não está incluso no levantamento.
Outro dado que chama a atenção é a diferença dos cachês entre os artistas locais e as estrelas do evento. A dupla sertaneja Paulo Sérgio e Daniel recebeu R$ 5 mil, enquanto a DJ Cris L ficou com apenas mil reais. A prefeitura gastou ainda mais R$ 78,9 mil com a contratação da “PB Excursões e Turismo Ltda” para fornecimento de hospedagem e alimentação durante o Réveillon.
O diretor-adjunto da Funjope, André Coelho, justifica que os cachês são elevados porque os artistas costumam cobrar valores maiores em datas comemorativas. “Todos os artistas praticam cachês superiores, porque o Réveillon é uma data única no ano e de grande procura. A Funjope faz todo o procedimento dentro dos critérios de legalidade e com transparência. Não há porque esconder esses valores e a população tem acesso”, explica. Coelho acredita que o valor gasto foi recuperado pelo município com a movimentação da economia. “Não se faz um grande evento sem investir", argumentou.

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