VIDA URBANA
Número de focos de queimadas cai 65% em dez meses na Paraíba
Em dez meses foram 187 focos em todo estado; casos afetam meio ambiente e saúde da população.
Publicado em 01/11/2017 às 7:02
O número de focos de queimadas no estado da Paraíba reduziu 65% entre os meses de janeiro e outubro deste ano, comparado ao mesmo período de 2016. No ano anterior foram registrados 536 focos, enquanto que este ano o número é de 187, conforme revela o relatório de monitoramento de queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
A maioria das situações, segundo o Corpo de Bombeiros, é provocada por altas temperaturas e a baixa umidade do ar do período seco e de estiagem. “O ambiente seco por naturalidade já se caracteriza como uma situação de riscos para queimadas. Isso acontece por consequência da condição climática do período associado à baixa umidade relativa do ar. Uma ponta de cigarro jogada em uma área seca, por exemplo, pode causar um dano ambiental grande em questão do risco de incêndio”, explica a Tenente Priscila do 2º Comando Regional do Corpo de Bombeiros da Paraíba.
As regiões do Sertão e Alto Sertão são as mais afetadas com os casos de focos de queimadas. “A maior incidência desse tipo de situação acontece durante o período de outubro a fevereiro, quando realmente o volume de chuvas no estado é reduzido", diz a tenente. Segundo ela, o Corpo de Bombeiros atende com frequência ocorrências dessa ordem, mas o cuidado maior deve ser da própria população, ao evitar acumular resíduos em áreas secas e não jogar objetos nas estradas.
No início de outubro um incêndio de grandes proporções atingiu uma área de pelo menos seis quilômetros de vegetação nativa no município de Boa Ventura, na região do Sertão da Paraíba. Apesar da redução no número de focos de queimadas na Paraíba, a Tenente chamou a atenção quanto ao dano ambiental provocado na vegetação e na própria saúde humana. “Não é apenas uma condição de degradação para vegetação, uma vez que a fumaça pode também gerar doenças para a saúde humana. Portanto, o processo preventivo é fundamental para que o número continue caindo”, concluiu.

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