ECONOMIA
BB já disputa 'Minha Casa'
Banco entrou no programa em setembro do ano passado e já tem 184 contratos de financiamento, além de 7.718 processos em análise.
Publicado em 19/03/2013 às 6:00
O Banco do Brasil entrou na briga para financiar o programa habitacional do governo federal 'Minha Casa, Minha Vida' (MCMV) na Paraíba. De acordo com o BB, além de 184 contratos de financiamentos já formalizados no Estado, outros 7.718 processos estão em análise. O banco entrou no programa em setembro do ano passado.
O crédito imobiliário do BB fechou o mês de janeiro de 2013 com a marca de 55.244 unidades habitacionais na 'Faixa 1' do MCMV – sendo 3.646 na Paraíba. No primeiro mês do ano, o banco contratou 4.895 novas unidades habitacionais nesta faixa do programa no país.
Conforme a assessoria, o Banco do Brasil se diferencia em relação ao sistema de amortização, em que o cliente pode optar pela modalidade SAC (prestação variável) ou Price (prestação fixa), e isenção de tarifa para operações provenientes de desligamento - quando o banco financia inicialmente o construtor e em seguida o adquirente do imóvel.
“A agilidade na análise dos processos tem sido outro grande diferencial do BB. Além disso, ampliamos muito as parcerias com diversas construtoras, imobiliárias, correspondentes imobiliários e sindicatos”, informou.
Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Campina Grande (Sinduscon CG), Lamir Motta, o BB é mais uma opção para o consumidor e o mercado recebe isto muito bem. “Esperamos, agora, as mudanças que o banco deve gerar para este segmento”, disse.
Com a presença do agente, por exemplo, o presidente da Associação Nacional de Mutuários e Moradores (ANMM), Décio Esturba, espera por taxas de juros menores para o comprador. “O grande vilão de hoje do sistema financeiro de habitação são as taxas de juros. Para que o MCMV tenha uma função social, precisa ter juros menores do que estes em vigor”, conta.
Segundo Décio, atualmente os bancos praticam taxas médias, entre 8% e 8,5% ao ano – superiores, inclusive ao rendimento da poupança (aproximadamente 6% a.a.) e ao Fundo de Garantia (entre 3% e 4% a.a.). “Por estes percentuais, acho que o Banco do Brasil deve entrar no jogo com todas as cartas”.
Do ponto de vista do consumidor do MCMV, Lamir citou ainda a necessidade de mais rapidez no processo da contratação do financiamento como um dos pontos que podem melhorar em vista de um segmento com maior competitividade. “Além disso, esta competitividade pode influenciar sim em juros mais competitivos ou juros menores para bons pagadores, enfim, tudo isto pode vir a acontecer”, exemplificou.
Na análise do presidente do Sinduscon-JP, Fábio Sinval, a Caixa Econômica Federal – que era o único agente financeiro do MCMV até a entrada do BB – não dava conta da demanda e houve a necessidade de atender mais pessoas para suprir o déficit habitacional do país. “O BB vem fortalecer esse atendimento. Sem contar que haverá uma concorrência entre as instituições, trazendo melhorias para o consumidor final. É ainda uma força para as empresas da construção civil”, concluiu.
CAIXA ALCANÇA R$ 1,6 BI NA PARAÍBA
Mais tradicional na atuação neste segmento, quase 20 mil famílias paraibanas tiveram acesso a moradia por meio da Caixa Econômica Federal no ano passado. A Superintendência Regional da CEF alcançou a marca recorde de R$ 1,6 bilhão em créditos imobiliários no estado da Paraíba, somadas todas as linhas e programas habitacionais, representando uma alta de 45% em relação ao ano de 2011.
Segundo o superintendente da Caixa na Paraíba, Elan Miranda, para 2013, não faltarão recursos para financiar pelo MCMV no Estado. “Trabalhamos com recursos nacionais, se necessário, faremos uso destes, que pretendem financiar 1 milhão de novas moradias neste ano. Tantas quantas pessoas quiserem e se enquadrarem no programa poderão financiar pela Caixa”.
Para este ano, conforme acrescentou, as expectativas são positivas também para os financiamentos com recursos da Caderneta de Poupança (SBPE). Esta modalidade contempla imóveis de maior valor, como também para o atendimento das famílias de mais baixa renda, cujos financiamentos são feitos com linhas do FGTS e Minha Casa, Minha Vida.

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