ECONOMIA
Majal quer instalar uma nova indústria
Os diretores da empresa foram recebidos ontem pelo governador Ricardo Coutinho, e o vice, Rômulo Gouveia, no Palácio da Redenção.
Publicado em 13/03/2012 às 8:00
A indústria Majal anunciou interesse de instalar uma nova indústria de calçados e meias em Campina Grande.
Os diretores da empresa foram recebidos ontem pelo governador Ricardo Coutinho, e o vice, Rômulo Gouveia, no Palácio da Redenção. Na reunião, os empresários relataram o interesse do grupo americano em abrir uma fábrica na região Nordeste, com investimento de R$ 10 milhões, e buscam o apoio do Governo do Estado para trazer o empreendimento à Paraíba.
A nova fábrica pode gerar mais de mil empregos diretos na cidade.
A Majal tem duas fábricas no Brasil, uma instalada há cinco anos, em Campina Grande – que produz shorts, camisas e moletons nas linhas skate wear e surf wear –, e outra em Santa Cruz do Sul (RS).
Segundo um dos diretores da Majal, Augusto Scheibler, a ideia é construir uma grande planta industrial, que incorpore tanto a linha de confecções, já produzida em Campina Grande, quanto a de calçados e meias da marca Vans, direcionados ao público jovem. "Como já estamos instalados em Campina, o ideal seria que a ampliação se desse no mesmo município, porque assim centralizaríamos a produção em um só espaço e reduziríamos custos logísticos e de produção”, ressaltou.
Os diretores entregaram um documento ao governador solicitando incentivos, como a disponibilização de uma área de seis hectares para a instalação da indústria. Scheibler destacou que é importante que haja a definição da área e o interesse que vem sendo demonstrado pelo governador Ricardo Coutinho na definição final do grupo.
"Caso a Paraíba seja escolhida, vai centralizar a produção e distribuição para o Norte e Nordeste do país”, destacou.
O governador Ricardo Coutinho disse que é de interesse do Estado receber o investimento e pediu à presidente da Cinep, Margarete Bezerra, para acelerar o processo de estudo de área e o diálogo com os investidores. "Vivenciamos um momento de transição econômica na Paraíba. Estamos deixando de ter aquela visão focada no poder público para voltar os olhos à participação da iniciativa privada no crescimento do Estado”, avaliou.

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