POLÍTICA
Parlamentares em defesa dos cristãos
Pastor Edmilson, um dos vereadores de João Pessoa, disse buscar conscientizar membros da igreja sobre a importância da política.
Publicado em 29/04/2012 às 15:23
No Brasil, a definição de estado laico toma fôlego na década de 90 do século 20, quando a separação entre Igreja e Estado passou a ser uma cobrança dos movimentos sociais (na defesa de temas como sexualidade, reprodução e ciência) e um instrumento de debate no meio político no que se refere a divulgação de valores morais e religiosos. Para isso, os avanços da Constituição Federal de 1988 em relação à garantia de direitos são inegáveis.
Até mesmo a introdução de outras religiões e a chegada delas aos setores do governo foram mudanças perceptíveis no decorrer da história. “Na Igreja Universal a gente entra na política para trabalhar por toda a comunidade. Nunca pretendi ser político e não pretendo me manter político”, afirma o vereador Edmilson Ferreira Alves (PRB), de João Pessoa, mais conhecido como pastor Edmilson. O parlamentar é um dos religiosos que representam a maioria cristã e atuam na defesa dos interesses da categoria. “Procuramos fazer a conscientização política de todos os membros da igreja e abrir as discussões para que todos possam dar suas sugestões, mas o trabalho deve cooperar com a cidade”.
O pastor representa uma parcela da população que vem aumentando nas últimas décadas. O crescimento na proporção dos evangélicos, de acordo com a pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), passou de 17,9% para 20,3% da população brasileira. Mas o grupo de pessoas que dizem não pertencer a nenhuma religião também subiu, de 5,13% para 6,7% da população.
Para se ter uma ideia da mudança no comportamento religioso do brasileiro, o primeiro levantamento a respeito, o censo nacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 1872, apontava que 99,72% dos brasileiros daquela época tinham a religião católica como base espiritual.

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