VIDA URBANA
Trauma de CG atende 104 mil pessoas
Alta demanda ainda é um problema para unidade que pode ficar superlotada se continuar atendendo casos mais simples.
Publicado em 03/01/2012 às 6:30
O Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, terminou o ano de 2011 com um número recorde de atendimentos. De janeiro até dezembro, foram 104.832 pessoas atendidas.
O número é 30% superior ao registrado no ano de 2010. Segundo o diretor técnico do hospital, médico Flawbert Cruz, o antigo “Regional” atendeu a uma média de 80 mil usuários em 2010. O expressivo aumento, na sua avaliação, se deve principalmente ao fato da grande quantidade de procedimentos de baixa e alta complexidades que continuam sendo realizados no novo hospital.
“Pessoas acometidas de dor de cabeça, infecção urinária e por outras situações que poderiam ser resolvidas, inclusive, num PSF continuam procurando o hospital. A rede de saúde de Campina Grande tem sido falha nesse aspecto, e isso acaba superlotando o Trauma, que realiza cerca de 70% de atendimentos que poderiam ser feitos por postos de saúde e outros hospitais”, explica.
O diretor acredita que grande parte dos problemas causados em decorrência da superlotação será solucionado quando a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) começar a funcionar em Campina Grande. A previsão é de que isso aconteça em março.
Ele citou ainda o esforço feito no último final de semana de 2011 para garantir que o Trauma não fosse a única alternativa para atender a população de Campina Grande e dos municípios vizinhos. “Com a fiscalização feita pelo Ministério Público, tivemos o final de semana mais tranquilo, pois tivemos a segurança de transferir os pacientes que não se enquadravam nas características do nosso atendimento para outras unidades conveniadas ao SUS”, disse Flawbert Cruz.
No período do Ano-Novo (30 a 01/01), foram atendidos 758 pacientes e realizadas 71 cirurgias. No Natal (23 a 25/12), foram 860 pessoas atendidas e feitas 75 cirurgias. A diferença, de acordo com o diretor, se deu pelo fato dos demais hospitais da cidade terem funcionado regularmente no último final de semana.

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