VIDA URBANA
Técnicos e advogados da Caixa paralisam obras do PAC e ameaçam greve
Funcionários de carreira técnica reivindicam ajuste salarial que teria sido firmado em acordo com a direção da Caixa Econômica Federal. Paralisação é de 24 horas.
Publicado em 07/04/2009 às 8:05
Da Redação
Com assessoria do Seeb-PB
Os engenheiros, arquitetos e advogados da Caixa Econômica Federal envolvidos nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Programa Minha Casa, Minha Vida decidiram paralisar as atividades nesta terça-feira (7) por 24 horas.
A decisão foi tomada por unanimidade na assembleia realizada na segunda-feira (6) em protesto contra a falta de cumprimento de um acordo firmado com a categoria na campanha salarial do ano passado. Na última quarta-feira (1), o Sindicato dos Bancários da Paraíba organizou um ato público em frente à agência Cabo Branco alertando para a paralisação dos trabalhos dos empregados de carreira técnica.
Após a advertência de 24h, os profissionais aguardam o resultado da negociação entre a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro e o banco estatal, agendada para o dia 9 de abril. Segundo o Sindicato dos Bancários, caso não haja avanço nas propostas, poderá haverá greve por tempo indeterminado.
De acordo com o presidente do sindicato, Lucius Fabiani, a Caixa Econômica se comprometeu em rever o Plano de Cargos e Salários (PCS) para a carreira técnica e implantar um novo modelo até o dia 30 de junho deste ano. Porém, segundo ele, até agora a diretoria do banco e os profissionais não chegaram a um consenso sobre a revisão salarial.
"A primeira rodada de negociação aconteceu no dia 29 de dezembro do ano passado, quando a Caixa apresentou a proposta de elaborar uma pesquisa de mercado envolvendo profissionais dos setores públicos e privados, como estatais, empresas e autarquias para encontrar uma média de estrutura salarial", explicou Lucius Fabiani.
Entretanto, na audiência ocorrida na última quinta-feira, 26 de março, a diretoria da Instituição retomou a negociação com uma proposta de reajuste de R$ 70 na referência inicial, cujo salário passaria do valor atual de R$ 5.030 para R$ 5.100. Ainda conforme a proposta, o teto de R$ 8.289 aumentaria para R$ 8.315, o que representa uma variação de 0.3% de reajuste numa progressão salarial que inclui 35 níveis, que podem significar mais de 35 anos de carreira profissional.
Em função da proposta rejeitada, a categoria apresentou uma contraproposta. Os empregados da carreira técnica exigem equiparação da média salarial entre pisos e tetos dos bancos aos valores pagos aos profissionais pelas empresas e órgãos da administração pública direta, que acarretaria em um salário inicial de R$ 8.010, 33 e em um teto de R$ 14.071,66.
"Se a Caixa não atender aos anseios dos seus profissionais, a paralisação vai afetar diretamente o desempenho das políticas públicas de habitação e desenvolvimento urbano que estão sob o comando do banco estatal, em especial os programas PAC e Minha Casa, Minha Vida, elaborado pelo Governo Federal com o objetivo de construir um milhão de casas até 2010", destacou o secretário-geral do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques e Silva.

Comentários