POLÍTICA
Partido está longe da unidade na Paraíba
De um lado há uma ala que defende a manutenção da aliança com o PSB nas próximas eleições. De outro lado, grupo defende candidatura própria do PPS.
Publicado em 25/12/2011 às 8:00
Em relação às deliberações tomadas durante o ‘17º Congresso Nacional do PPS’, uma que deve afetar profundamente o relacionamento entre os correligionários e os governos estadual e municipal de João Pessoa, na Paraíba, diz respeito ao anúncio de lançamento de candidaturas a prefeito nas principais cidades brasileiras nas eleições 2012. De acordo com a resolução aprovada no congresso, a legenda já conta com pré-candidatos em 20 capitais e João Pessoa é uma delas.
O problema é que, em nível estadual, o partido se mantém dividido. De um lado há uma ala que defende a manutenção da aliança com o PSB nas próximas eleições, apoiando a reeleição do prefeito de João Pessoa, Luciano Agra (PSB), e a administração do governador Ricardo Coutinho (PSB). De outro lado, um grupo, que rompeu com o governo, defende a manutenção do partido na linha oposicionista e pretende lutar pela candidatura própria do PPS.
Em meio a esse imbróglio, está a presidência estadual do partido, que há quase dois meses se mantém indefinida entre o antigo presidente, José Bernardino, e a deputada estadual Gilma Germano. Esta foi eleita em convenção no dia 24 de outubro, realizada sem a presença do atual presidente e considerada ilegal por um grupo de correligionário, por não ter respeitado preceitos do regimento interno do partido, como o prazo de 30 dias de antecedência para convocação e ampla publicidade.
Uma comissão foi nomeada pelo partido para buscar um entendimento em relação às disputas internas no diretório da Paraíba. A missão do colegiado será propor um armistício entre as partes até que seja encontrada uma solução para a questão.

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